O Flamengo abre 2 a 0 no começo do jogo com facilidade, mas cede a virada para o Atlético-PR. Depois da partida, o treinador deixa o clube. A situação narrada foi a vivida por Mano Menezes na última quinta-feira, mas também vale para Dorival Júnior. Primeiro treinador do Rubro-negro na temporada, o atual comandante do Vasco saiu da Gávea após ser derrotado por 3 a 2 pelo Resende, de virada, na estreia da Taça Rio.
Contudo, não foi o jogo que derrubou Dorival. Contando com o apoio da diretoria, o técnico acabou não permanecendo no clube pois seu contrato, assinado na gestão anterior, previa um aumento para R$ 800 mil a partir do mês de abril. Porém, o grupo político de Eduardo Bandeira de Mello, que assumira o cargo em janeiro com discurso de contenção das despesas, preferiu liberar o treinador, acertando com o bem mais em conta Jorginho.
O acerto, porém, mostrou-se um erro rapidamente. Eliminado com duas rodadas de antecedência do Campeonato Carioca e na zona de reabaixamento no Brasileirão após derrotas para Ponte Preta e Náutico, o ex-lateral-direito caiu apenas 14 jogos depois de sua estreia. Em maus lençóis, a diretoria resolveu abandonar sua política e trouxe o prestigiado e recém-saído da seleção brasileira Mano Menezes.
Com grife no banco e enfoque novo, o elenco ainda era pouco qualificado. Por isso, o tiro mais uma vez saiu pela culatra. Caminhando aos tropeções no Nacional, o Flamengo não conseguiu emendar uma sequência de vitórias sequer na competição e agora vê Mano partir depois da inconcebível derrota por 4 a 2 para o Atlético-PR.
O interino Jaime de Almeida, comandante no 3 a 0 sobre o Criciúma no ínterim Jorginho-Mano, está confirmado para o compromisso de domingo, contra o Náutico. Enquanto isso, o perfil do novo técnico do Flamengo é uma incógnita. Com fins de ciclo bem parecidos, Dorival e Mano podem ter sucessores bastante diferentes. Do jogador identificado e barato encontrado em Jorginho, o Rubro-negro, com a água batendo no pescoço, agora pode optar por um novo técnico de renome.
No mercado, os campeões mundiais Abel Braga e Paulo Autuori seriam os mais fortes para aceitar o desafio de tirar o clube da atual posição. Caso queira, a 16 rodadas do fim do Brasileiro, apostar num novo Jorginho, os exemplos multiplicam-se e figuras como Joel Santana, há tempos sem fazer um bom trabalho, e Adílson Baptista passam a reverberar mais nos corredores da Gávea, onde viradas dolorosas derrubam nomes de peso e, pelo último exemplo, não costumam trazer grandes soluções.
Fonte: Ei