O Flamengo ficou no empate sem gols com o Náutico neste domingo, e deixou o gramado da Arena Pernambuco lamentando o resultado mesmo fora de casa. Porque, além de enfrentar o lanterna do Campeonato Brasileiro, ainda teve chances claras de gol e a bola não entrou. Para Carlos Eduardo Lino, a partida ganhou ares “dramáticos” no Recife.
– O que pesa contra o Flamengo é essa combinação de ter perdido muitos pontos para o Náutico (somou apenas um ponto nos dois turnos) e o desastre que foi a partida. O jogo beirou um drama teatral, um épico daqueles impensáveis. O Flamengo começou o jogo bem, tocando a bola, criando oportunidades, parecia que ia, mas o drama foi aumentando. O Náutico começou a crescer no jogo, a botar a bola na área, e o drama fecha com o lance do Elias. A construção dramática da partida foi impressionante – destacou o comentarista do Canal Campeão.
No primeiro tempo, dois lances milimétricos afastaram o Flamengo de abrir o placar. O goleiro Gideão salvou o Náutico duas vezes em cima da linha, a primeira vez num cabeceio de Samir, e depois em conclusão de André Santos. Os jogadores rubro-negros pediram gol nos dois lances, mas a bola não chegou a ultrapassar totalmente a linha totalmente nos dois lances.
– O Flamengo começa a errar passes e culmina naquele lance do Elias, que não é ruindade, falta de qualidade técnica. O Elias é bom jogador, aquilo foi uma infelicidade. E o Elias tem que tirar da cabeça dele que é da fase, que “antes entrava tudo, agora não está entrando nada”. Um dos segredos de você evitar rebaixamento é ter confiança. Um dos problemas de quem cai é a cabeça – disse Lino.
O empate fora de casa deixou o Flamengo com 27 pontos, na 16ª posição, apenas uma posição fora da zona de rebaixamento. Já o Náutico, agora com 10 pontos, segue na lanterna. O Rubro-negro carioca volta a jogar na quarta-feira, quando enfrenta o Botafogo pela Copa do Brasil. O Timbu joga no mesmo dia, pelo Brasileiro, contra o Santos, na Vila.
Fonte: SporTV