Às vésperas das partidas decisivas da Copa do Brasil contra o Botafogo, o Flamengo vive momento de crise. Com a demissão do técnico Mano Menezes, após a derrota contra o Atlético-PR em casa, o Rubro-Negro sequer contratou um novo treinador, e terá que improvisar a solução caseira – o técnico interino, Jayme de Almeida – para a decisão. Como se não bastasse, o clube também está a apenas três pontos da zona de rebaixamento, há três rodadas sem vencer, enquanto o Botafogo é o vice-líder do Brasileirão . Mas, pode se enganar quem achar que o Rubro-Negro entra desfavorecido. A história recente do clube mostra o contrário.
Em 2010, o Flamengo vivia uma crise política na semana anterior a um confronto decisivo contra o Corinthians, valendo vaga nas oitavas de final da Libertadores. Quatro meses depois de comandar o título brasileiro de 2009, o técnico Andrade foi demitido cinco dias antes da partida decisiva e o interino Rogério Lourenço foi chamado às pressas para assumir o comando.
Do outro lado, o Corinthians era treinado por Mano Menezes, e fazia campanha sólida na Libertadores. Além do ex-técnico, o elenco tinha o zagueiro Chicão e o volante Elias, ambos atualmente jogando pelo Flamengo. Além deles, Ronaldo e Roberto Carlos faziam parte do elenco corintiano.
Se na mídia os comentaristas destacavam a desorganização e a má campanha do clube carioca contra o poderio do Alvinegro Paulista, dentro de campo a história foi diferente. Em um Maracanã encharcado pela chuva e sem condições para uma partida em alto nível, o Flamengo venceu o primeiro confronto com gol de Adriano, de pênalti, e com um jogador a menos.
Na última partida, no Pacaembu, o Corinthians contou com apoio em massa de sua torcida, e começou dando mostras de que eliminaria o Rubro-Negro. Com gol contra do zagueiro David e outro marcado por Ronaldo, os corintianos passariam para a próxima fase com o 2 a 0. Mas, no início do segundo tempo, Vagner Love marcou e garantiu a classificação do Flamengo para a próxima fase.
Técnico interino promete: ‘Ninguém vai denegrir a imagem do clube e dos jogadores’
Do elenco de 2010, apenas Léo Moura permanece no time. Se quiser utilizar o episódio como motivação, o lateral-direito também conta Chicão e Elias, agora atuando no Rubro-Negro. Ainda assim, o discurso do técnico interino é o de honrar a história do clube.
“O Flamengo é um time forte e, independentemente do que se fale, eu vou forte e sem medo. O Flamengo não tem que ter medo de nada. Tem que respeitar, mas fazer o jogo e ganhar. Vamos lutar muito, com organização, e tentar impor a nossa tática. Ninguém vai denegrir a imagem do clube e dos jogadores”, disse Jayme de Almeida.
Fonte: SRZD