Seedorf, 37 anos, e Leo Moura, 34, fazem um duelo à parte contra o tempo, pano de fundo do clássico entre Botafogo e Flamengo no Maracanã. Ídolos principais dos clubes atualmente, os experientes jogadores sofreram com o desgaste provocado pelo calendário apertado do Brasileiro, mas deram a volta por cima e novamente vivem bons momentos, sendo decisivos na última semana.
É verdade que Seedorf está mais acostumado com o papel de craque do que Leo Moura. O holandês se tornou o ponto de equilíbrio do Botafogo, que caiu de produção no início do returno junto com seu camisa 10, que ficou 13 jogos sem marcar um gol.
Ao notar o mesmo com o seu único lateral-direito, o Flamengo decidiu fazer um planejamento especial para não sobrecarregar fisicamente o jogador. Leo Moura, que havia tido problemas musculares em sequência, cresceu de produção.
— O Leo Moura tem uma historia linda no Flamengo. Tem uma qualidade muito grande. Se fala que ele está em fim de carreira, mas tem muita experiência, e estamos lidando com ele com mais carinho, preparando para os jogos. Ele jogou 90 minutos sem problema, fez gol, deu passe. Provou que ainda pode ajudar muito — disse o técnico Jayme de Almeida após a vitória sobre o Internacional.
Seedorf também deixou o dele contra o Náutico. Na partida, chegou mais perto do que já apresentou esse ano. A queda de produção levou também a uma mudança de comportamento do astro, que se tornou menos participativo nos jogos. Mas sua importância é inegável. Foram seis gols no torneio, e sete assistências.
Mais velho, o camisa 10 alvinegro ficou de fora de mais jogos do que o capitão rubro-negro. Seedorf participou de 21 partidas, enquanto Leo Moura jogou 24 das 27 totais. Na maioria das vezes, a ausência do camisa 2 foi por necessidade, ou seja, lesão. O desejo de poupá-lo não foi possível diante da falta de um lateral reserva. Digão, da base, não tem tido chances.
O caso do holandês foi mais bem programado. Seedorf chegou a não viajar para enfrentar o Atlético-MG quando o Botafogo seguia em ritmo acelerado a caça ao Cruzeiro, o líder da competição. Agora, que precisa se recuperar, vai contar com a superação de seu craque.
— O mau momento iria passar e ele estava pronto para isso. Sempre nos ajudou muito. Tenho muita admiração por ele e foi a hora certa para retomar o caminho. Com ele bem, o Botafogo vai crescer — afirmou Bolívar.
Fonte: Extra Globo