Com média de um gol por partida, Hernane já fez do mítico estádio a sua casa, onde mais marcou com a camisa rubro-negra, à frente do Engenhão. Com oito gols, ele é o artilheiro do Novo Maracanã, deixando para trás Rafael Marques (cinco), Elias, Fred, Fernando Torres e Vitinho (todos com quatro).
“Ser artilheiro do Maracanã é muito bom. Como a torcida fala, o Maraca é nosso. Isso contagia. Os gols têm que sair fora de casa também. Vou quebrar essa cisma”, disse o camisa 9, que só fez dois gols fora do Rio (um em Salvador, em 2012, e outro em Criciúma, neste ano).
BUSCA PELA META
Após ser o artilheiro do Carioca, o atacante estipulou uma meta ousada no Flamengo. Queria chegar aos 30 gols e muitos duvidaram, até pelo histórico dentro do clube. Depois de Edilson, que fez 28 em 2001, nenhum outro jogador conseguiu chegar tão perto. Quando Marcelo Moreno chegou e Hernane foi para o banco, a busca quase acabou.
“Ele perdeu espaço e confiança. Isso é normal, é um ser humano. Mas nunca desistiu ou deixou de trabalhar. Quando voltou, deu conta do recado”, afirmou o técnico Jayme de Almeida.
A virada não foi fácil, mas graças ao apoio da mãe e ao Maracanã — onde fez um terço de seus gols —, o Brocador voltou a brigar por sua meta: “Minha mãe me ligou e me consolou. Disse que eu só sairia dessa situação trabalhando. As palavras me ajudaram. Primeiro quero chegar aos trinta gols, e depois aumentar”
Fonte: O Dia

