Na rodada do futebol brasileiro, neste meio de semana, os destaques foram dois jogadores que viraram os ‘xodós’ de seus treinadores. Na decisiva vitória do Flamengo sobre o Goiás, Paulinho fez um golaço e voltou a ser elogiado por Jayme de Almeida. Na vitória sempre importante do São Paulo sobre o Atlético Nacional colombiano, Antônio Carlos não fez golaço, mas com duas cabeçadas garantiu os três dramáticos pontos.
Quando Paulinho chegou, o Flamengo não estava montado. Ele entrava num jogo bem, depois no outro não ia bem, uma oscilação normal. Eu observava muito o futebol dele, um jogador que dribla muito bem, que marca uma barbaridade… E aí quando passei a ter a responsabilidade de comandar o time, sempre tive em mente ter Paulinho como titular – disse Jayme.
Comentário justo. Paulinho nem sempre joga bem, até porque se jogasse em todos os jogos como faz quando joga bem, seria seleção brasileira fácil. É impressionante como precisa estar focado e ligado no jogo para render – prova é a diferença de sua performance em jogos da Copa do Brasil, todas fantásticas, e as do Brasileiro, algumas irritantes. Mas tem mesmo muito futuro. Ouvi ao longo do dia comentários de que seu gol, após tabela com André Santos e drible de futebol de salão – como se chamava no meu tempo o futsal – lembrou Zico. Até lembrou, mas aí ficamos por conta da eterna euforia rubro-negra.
O segundo, Antônio Carlos, também merece as palavras de Muricy.
– É o tipo de jogador que todo o elenco deve ter. Sério, trabalhador, sempre pronto a motivar o grupo. É especialmente um tipo de profissional com o perfil do São Paulo. O São Paulo sempre se deu bem com jogadores assim. Antônio Carlos é diferenciado.
Justo também esse comentário. Depois de rodar muito pelo Brasil, com direito a gol de título estadual no Fluminense (em 2005), Antônio Carlos “se acho” no Morumbi. Ele e São Paulo foram feitos um para o outro. Que o casamento dure por muito tempo.
Fonte: Entre as Canetas