Era 13 de setembro de 2002 e André Santos estava prestes a entrar em campo para disputar uma final. Ao invés de vestir as cores rubro-negras, como será na noite desta quarta, o lateral-esquerdo entraria em campo vestindo o alvinegro. Pelo juniores do Figueirense, o garoto ansiava pela decisão do Catarinense. Na noite anterior a final, o então adolescente de 19 anos, diante de um misto de desejo pela taça e por aquilo que poderia ser na carreira, descreveu seus anseios e pretensões. Por volta das 22h, anotou em um papel simples as metas que queria cumprir na sua carreira, em uma espécie de ‘diálogo interno’. Passados 11 anos, sua mãe, Maria Iraci, ainda guarda as anotações do filho, com orgulho: afinal, ele superou todas as expectativas.
André Santos faz carreira sair do papel e mãe revela suas metas.
Nesta noite, André Santos, pelo Flamengo, inicia mais um passo da carreira que tanto orgulha e surpreende a família. Às 21h50m, na Vila Capanema, o time carioca encara o Atlético-PR pela primeira partida final da Copa do Brasil e o lateral, agora com 30 anos, jogando no meio de campo, poderá acrescentar algumas linhas nas conquistas que desejou quando jovem.
Com sinais do tempo, amassado e com a cor amarelada, a folha de papel é sinônimo de sucesso para a família Clarindo dos Santos. Ela representa uma parte da história do filho, uma lembrança de uma época que o sucesso profissional representava uma incerteza . Tanto que, anos mais tarde daquela taça conquistada por André e o Figueirense, ela integra as recordações da dona Maria Iraci.
O papel, na verdade, é um teste motivacional realizado pelo departamento técnico e de psicologia do Figueirense.
— É uma avaliação do próprio clube que ele estava quando concentrado. Eles entregaram as avaliações e ele escreveu isso (antes da final). Depois de um tempo, em meio a algumas coisas dele, eu encontrei e guardei. É algo que fica gravado para a gente lembrar por tudo o que a gente passou — conta orgulhosa, a mãe.
Fonte: GE
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