Campeão com o Flamengo da Copa do Brasil de 2006, Luizão acredita que poderia estar jogando a decisão deste ano, contra o Atlético-PR, se não fossem as inúmeras lesões que abreviaram sua carreira. Em entrevista ao UOL, o ex-atacante de 38 anos lamentou as mais de dez cirurgias que teve que fazer e revelou o sonho que tinha de jogar até uma idade mais avançada, como fazem alguns de seus contemporâneos.
Campeão no Flamengo em 2006, Luizão vê Hernane como sucessor.
“Estaria jogando por aí tranquilamente. Essa turma que se cuidou arrebenta até hoje: Alex, Juninho e outros. Se as lesões deixassem, brincaria ali. Mas foi complicado. Operei tudo. Só o joelho foram umas sete vezes. Ainda tive problema no pé, na panturrilha, de hérnia. Isso me atrapalhou. Sei que eu tinha potencial para brilhar ainda”, disse o agora empresário, que trabalha para o escritório do renomado agente português Jorge Mendes.
E se não pode estar em campo, Luizão já sabe quem terá a missão de assumir o posto de artilheiro e campeão da Copa do Brasil que deixou vago.
“É o Hernane. O garoto é muito bom e está em uma fase iluminada. Faz gol de tudo que é jeito. Tem potencial de goleador mesmo. Tomara que brilhe na final também”, disse o ex-jogador que não esconde seu time de coração ao recordar a conquista de 2006.
“Aquele título foi muito importante para mim. Era algo que eu precisava mesmo e eu ainda fiz um gol na final [o segundo no 2 x 0 do jogo de ida contra o Vasco]. Já tinha vencido Copa do Mundo, Libertadores, torneios fora do país, mas a Copa do Brasil era fundamental. Eu nunca tinha conquistado, e ainda era o meu time do coração. Sempre fui Flamengo. Tomara que a galera que está lá repita aquilo”, disse o goleador que ainda teve passagens por Vasco, Corinthians, Palmeiras, Santos, São Paulo, entre outros, totalizando 16 clubes diferentes.
Atenção com Paulo Baier
Sem poder atuar, restará o sofá de casa com as imagens do jogo de quarta e as memórias de 2006. E de longe, Luizão vê o Flamengo favorito para repetir o feito de 2006, mas alerta para os perigos de um companheiros que se cuidou e joga até hoje.
“É aquela história: quando deixam o Flamengo chegar, é difícil de segurar. Eu sei bem disso. Tudo pode acontecer em uma final, mas meu time é favorito. Tem é que fazer valer isso em campo. Além disso, tem que lembrar o bom time do outro lado. Gosto dos atacantes do Atlético-PR. Tem que marcar. E, claro, ter uma atenção toda especial com o Paulo Baier. Ele ainda joga demais e é decisivo. Se não apertarem, ele pode complicar”, salientou.
E apesar dos elogios, o empresário Luizão não apostaria no veterano, mas sabe bem os alvos de potencial nesta final. “Ficaria com Marcelo e Ederson, do Atlético, e o Paulinho, do Flamengo. São atacantes de muita qualidade. É bom ficar de olho”, avisou o ex-goleador, que, mesmo com tanta gente boa, garantiu que ainda teria vaga.
“Mole, mole. Ainda dava para mim no meio dessa galera. E eu iria decidir. Sou bom de final [risos]”, encerrou Luizão.
Fonte: UOL
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