Carlos Eduardo vive uma relação conturbada com a torcida do Flamengo. Nos jogos do time no Maracanã, é sempre perseguido com muitas vaias. A situação de Marcelo Moreno é um pouco diferente. Depois de um bom início no clube, foi ofuscado pelos gols e a ótima fase de Hernane Brocador. Hoje, é reserva e acabou esquecido pelos rubro-negros. A dupla, no entanto, foi bem recebida por antigos fãs em Porto Alegre.
Carlos Eduardo e Marcelo Moreno são exaltados contra o Grêmio.
Neste domingo, o meia e o atacante reencontraram os torcedores do Grêmio, durante jogo da 35ª rodada do Brasileirão (vitória gremista por 2 a 1, melhores lances acima). Na Arena, Cadu, que foi poupado junto com todos os outros titulares, ouviu aplausos ao entrar em campo para fazer aquecimento.
– É legal isso, cheguei ao Grêmio com 13 anos, foi uma história linda, saí cedo, mas é um clube que gosto muito. Faz parte, futebol é isso, fiz história aqui. Mas agora com os jogos pela frente quero conseguir dar o máximo para ajudar o Flamengo – disse Carlo Eduardo, que foi campeão gaúcho e vice da Libertadores pelo Grêmio em 2007.
Moreno, que não jogou por estar emprestado aos cariocas pelo Tricolor gaúcho, mas foi ao estádio, viu nas cadeiras uma faixa que pedia sua volta ao clube: ‘Volta, M. Moreno’, dizia o texto.
O pedido tem uma razão clara: o atual ataque gremista, formado por Barcos e Kleber, está em má fase há tempos e não tem agradado.
Com contrato até 31 de dezembro, Moreno está emprestado pelo Grêmio, com quem tem mais dois anos de vínculo. O Flamengo tem a opção de compra dos direitos econômicos, mas o Rubro-Negro ainda não se posicionou sobre a permanência do boliviano.
Com cinco gols em 21 partidas com a camisa rubro-negra, Moreno sabe que ainda não teve o rendimento esperado na época de sua contratação. Sem marcar um gol desde 17 de julho (partida contra o ASA, pela Copa do Brasil), vive uma rotina de entradas e saídas da equipe. Lesões e convocações atrapalharam a continuidade do atacante, que já vinha de um período sem atuar pelo Grêmio. Na maior sequência, de oito jogos, marcou quatro gols entre o amistoso com o São Paulo e a lesão diante do Atlético-MG.
Fonte: GE
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