Não, Carlos Eduardo não pagou a fatura, nem quando teve o empurrão de 70 mil apaixonados. Mas isso explica o que é o Flamengo. A raça e a paixão superam a bola, elevam, dignificam, iludem e, às vezes, fazem voar.
Em dois meses, Jayme deixou-se abraçar pela torcida e o time órfão. Hernane teve a macheza de um craque, mesmo sem sê-lo. Leo Moura e Luiz Antônio desafiaram a linha do tempo: o primeiro remoçou, o segundo virou veterano.
E, no embate final entre dois rubro-negros, um teve alma e, o outro, apenas carne, osso e suor. Porque o Flamengo é assim. Transcende a matéria a ponto de provar que o essencial pode ser invisível, sim.
Parabéns aos envolvidos. E aos desenvolvidos que reconhecem a grandeza de um campeão.
Fonte: Blog da Marluci Martins

