Críticas sobre o valor dos ingressos não mudam os planos do Fla.

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A repercussão negativa dos preços dos ingressos para finalíssima da Copa do Brasil, contra o Atlético-PR, não fez eco na diretoria do Flamengo. Com a divulgação dos valores, que variam entre R$ 250 e R$ 800 (para quem faz parte do programa sócio-torcedor há desconto de 40% sobre esses preços, com as entradas variando de R$ 150 a R$ 480), torcedores usaram as redes sociais para demonstrar descontentamento. Entretanto, não há qualquer movimentação nos bastidores para que as cifras sejam reduzidas.

Em contato com o GLOBOESPORTE.COM, o vice-presidente de marketing, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, justificou os preços para a decisão. 

– No jogo contra o Goiás (pela semifinal), 74% dos ingressos foram vendidos de meia. Isto se deve à falta de controle na entrada. Os ingressos acabaram em dois dias e os cambistas venderam a R$ 170 o mais barato. O programa de sócio-torcedor é um grande sucesso, ultrapassamos os 50 mil membros e mais de 70% vêm do Rio de Janeiro. Esses sócios devem comprar quase dois terços (das entradas) se a tendência dos últimos jogos persistir. 

Neste domingo, o Flamengo anunciou para segunda-feira o início das vendas exclusivamente para sócios-torcedores. Assim, os valores começam em R$ 150 e vão até R$ 480, por conta do desconto de 40% para os membros da “Nação Rubro-Negra”. Este benefício, por sinal, também gerou polêmica, já que normalmente o abatimento era de 50%.  

Originalmente, porém, a única garantia do programa é prioridade na compra dos bilhetes, que varia de acordo com o plano ao qual o torcedor é vinculado. Os descontos ficam a cargo da diretoria e variam de acordo com o apelo do jogo. Na semifinal, contra o Goiás, os valores cheios dos ingressos variaram entre R$ 100 e R$ 280. 

Como justificativa, a diretoria alegou, através de texto em seu site, que os valores para o jogo foram fixados de acordo com a política do Flamengo de encher o estádio e evitar ao máximo que a receita das partidas caia nas mãos de cambistas. A estimativa da diretoria é que cerca de 80% dos bilhetes vendidos para torcedores do clube sejam de meia-entrada. Pelos cálculos elaborados pelo Rubro-Negro, os preços “cheios”, ou seja, para a torcida em geral, devem representar menos de 10% dos ingressos vendidos. 

Os rubro-negros que não fazem parte do programa de sócio-torcedor só terão acesso aos bilhetes às vésperas da partida, dependendo da disponibilidade dos setores após essa venda inicial.

Fonte: GE

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