Após uma boa atuação de ambas equipes no jogo de ida da final da Copa do Brasil, Flamengo e Atlético-PR prometem um jogo eletrizante nesta quarta-feira, às 21h50, no Maracanã. Com o 1 a 1 em Curitiba, o Rubro-Negro poderá jogar com a vantagem do empate em 0 a 0 para garantir o título. Um empate em 1 a 1 leva a decisão para os pênaltis e, acima disso, o Furacão fatura o títuto.
TÍTULO PARA SALVAR O ANO
O ano de 2014 não começou com muita expectativa para os rubro-negros. Com o passar dos meses, o Flamengo seguiu realizando contratações modestas, sem muito brilho, e o torcedor foi perdendo cada vez mais a esperança. Agora, na noite desta quarta-feira, contra o Atlético-PR, às 21h50, no Maracanã, a equipe pode salvar o ano ao conquistar a Copa do Brasil.
E sem nem mesmo o mais otimista dos flamenguistas esperava chegar à final da competição, o elenco não pensava diferente. O lateral-direito Léo Moura destacou, no entanto, a evolução da equipe ao longo da Copa do Brasil.
– Se eu falar que a gente esperava estar numa final, logo no início da temporada, seria injusto. Mas de acordo com os jogos da Copa do Brasil, o grupo foi se tornando forte. Aí sim começamos a acreditar que o final poderia ser diferente – declarou.
Apesar de não acreditar desde o início da temporada, agora que a decisão chegou o elenco rubro-negro mostrou que está focado em conquistar o título. O goleiro Felipe destacou que os jogadores encaram a decisão como jogo da vida.
– Vai ser o jogo da vida de todo mundo aqui, é o jogo do ano. Fomos sofrendo pancada o ano inteiro, fomos esculachados. Vai ser muito importante pra todos nós, comissão técnica, jogadores. Somos uma surpresa positiva – reiterou o arqueiro.
O Flamengo tem apenas uma baixa para a decisão. O técnico Jayme de Almeida não poderá contar com o zagueiro Chicão, que teve uma lesão na coxa direita ainda no primeiro jogo da final, em Curitiba.
APOSTA NO PASSADO
O Atlético-PR tenta retomar a supremacia no Paraná. O clube assistiu ao rival Coritiba chegar a duas finais consecutivas de Copa do Brasil, além de conquistar o tetracampeonato estadual. Mas quem mandava no estado no começo dos anos 2000 era o Furacão, que viveu anos dourados entre 2001 e 2005, quando foi campeão brasileiro e vice da Libertadores. Hoje o Rubro-Negro paranaense tenta mudar o rumo da história recente relembrando a geração vitoriosa do início do milênio.
Há 12 anos, o Atlético festejava o maior título de sua história, após bater o São Caetano na final do Campeonato Brasileiro de 2001.
Curiosamente, à época da maior conquista do Atlético-PR, o time estava desacreditado e arrancou depois de trocar de treinador, assim como este ano. Em 2001, Geninho substituiu Mario Sérgio, enquanto Vagner Mancini foi o catalisador desta temporada. Após a demissão do antecessor Ricardo Drubscky, o treinador recuperou a confiança da equipe, conduzindo-a da zona de rebaixamento ao G4 do Brasileiro.
O ex-zagueiro Rogério Corrêa, titular na campanha vitoriosa de 2001, analisou as semelhanças entre as equipes de hoje e do passado.
– Eu vejo um grupo que nem o de 2001. O Vagner Mancini fez o mesmo papel que o Geninho tinha feito naquela época, de passar confiança para os atletas. O Atlético sempre joga bem no Maracanã, vai fazer uma boa partida – disse o ex-jogador.
O departamento jurídico do Atlético-PR venceu uma batalha no STJD, e o lateral-direito Léo, expulso na semifinal contra o Grêmio, poderá atuar nesta quarta. O jogador é uma das principais opções ofensivas do time paranaense.
A dúvida para a grande final é o substituto de Everton. Vagner Mancini faz mistério, mas é provável que Felipe ocupe a vaga no meio de campo.
Fonte: Lancenet

