O jornalista e escritor Guilherme Fiuza vê na filosofia austera da nova diretoria do Flamengo o grande trunfo para a arrancada até a final da Copa do Brasil, nesta quarta-feira, diante do Atlético-PR, no Maracanã. Segundo o convidado do “Redação”, o clube passou a olhar para jogadores menos badalados, mas com extrema habilidade, como Paulinho e Hernane, apostando em uma receita que deu certo.
– O Flamengo de hoje é um exemplo muito claro em relação à gestão de clube no Brasil. Deixou uma gestão de purpurina, de brincadeira, marqueteira, para algo “pé no chão”. É não gastar mais do que arrecada, fazer um time sólido. Tem o Paulinho, que está rendendo uma barbaridade. É um time guerreiro. O dirigente que pensa na manchete apenas jamais vai olhar para o Paulinho.
Fiuza destacou que o treinador Jayme de Almeida também é um exemplo de profissional de baixo perfil que deu certo. Sem grife, mas com grande competência, Jayme merecia melhor tratamento da torcida em momentos adversos, disse o jornalista.
– Ele assumiu em uma situação complicada, emplacou bons resultados e, na primeira impressão de revés, a torcida o chamou de burro. Isso não pode. É muito importante o jogador sentir que o torcedor não está ali apenas como consumidor imediato de alegria.
Flamengo e Furacão se encaram às 21h50 (de Brasília), nesta quarta-feira. No jogo de ida, as equipes empataram em 1 a 1 no estádio Durival Britto. Um empate sem gols dá o título aos cariocas. O SporTV transmite o jogo ao vivo.
Fonte: SporTV

