De qualquer forma o que Flamengo faz com o preço dos ingressos para Copa do Brasil, contra o Atlético-PR, é fora da realidade financeira do país.
Mas o aumento abusivo, que até virou motivo de preocupação de órgãos de defesa do consumidor, pesa muito mais no bolso dos torcedores mais pobres do que dos ricos.
Isso comparando com a última “grande decisão” envolvendo o Flamengo numa competição nacional no Maracanã: a vitória sobre o Grêmio que garantiu o título brasileiro de 2009.
Na ocasião, como agora, havia quatro faixa de preços para os ingressos. O mais barato, as antigas cadeiras azuis do velho Maracanã, custava R$ 30 (preço da inteira).
Agora, para a final da Copa do Brasil, o ingresso mais em conta vale R$ 250, o que significa um crescimento de estratosféricos 733%. Se o índice oficial de inflação do Brasil fosse aplicado, o ingresso teria que custar R$ 39.
No jogo que deu o título brasileiro ao Flamengo em 2009, as cadeiras mais caras foram vendidas por R$ 180. Na decisão de 2013 contra o Atlético-PR, os bilhetes com preços mais salgados valem R$ 800, o que dá um aumento de 344%, ou menos da metade da correção dos bilhetes mais baratos.
Com a enxurrada de meias-entradas, o jogo de 2009, que terminou com o célebre gol do título marcado por Ronaldo Angelim, teve renda de pouco mais de R$ 2 milhões para quase 85 mil pagantes, com, para os padrões da atual diretoria flamenguista, modesto preço médio de R$ 24.
Fonte: ESPN

