Faltam 1000 dias para a Olímpiada do Rio de Janeiro. Ainda que o evento conte com mais de 30 modalidades, é o futebol que mais mexe (e atormenta) a cabeça do brasileiro. Afinal, “a maior seleção do mundo”, cinco vezes campeã da Copa, que revela craques todos os anos, nunca conseguiu ter a honra de conquistar uma medalha de ouro.
Onde está a geração dourada?
Oportunidades com grandes times não faltaram, mas os fracassos se acumulando um após o outro transformaram o Sonho Dourado num dos maiores traumas da torcida canarinha. Em 2016, a Seleção terá quase que a obrigação de quebrar esse estigma, já que jogará em seus domínios.
E é tentando prever qual será o time que terá esta pressão que Goal garimpou 11 jogadores que podem formar a Seleção Olímpica que lutará pelo ouro inédito. A tarefa é complicada, pois não é anormal vermos atletas que despontam como grande promessa acabarem não vingando no futebol ou que surgirem praticamente do nada. Mesmo assim, esse exercício de “futurologia” tenta identificar atletas que têm o potencial para encarar o desafio, e muitos até já vestiram a amarelinha nas categorias de base.
O Brasil vem resultados irregulares em suas seleções menores. Na semana passada, a equipe sub-17 foi eliminada pelo México nas quartas de final da Copa do Mundo disputada nos Emirados Árabes. Já o sub-20 foi ainda pior: nem se classificou para o Mundial realizado na Turquia, sendo eliminado na primeira fase do Sul-Americano. Essa geração foi quarta no Campeonato Mundial de 2011.
(Possível) Seleção Olímpica de 2016
Goleiro: Jefferson (Botafogo) – Seria um dos três jogadores com mais de 23 anos. As seleções de base ainda não conseguiram revelar um jogador que possa assumir essa posição e dar tranquilidade para o time. O arqueiro do Botafogo, provável reserva da Copa de 2014, receberia esse presente para mostrar seu valor e, quem sabe, ganhar a confiança para o Mundial da Rússia.
Lateral-direito: Igor Julião (Fluminense) – Jogador que está passando por momentos difíceis nesta temporada, pelo desempenho da Seleção Sub-20 e do Fluminense, e mesmo assim foi titular no Sul-Americano da Argentina e vem ganhando oportunidades no clube. Já chegará com a experiência de suportar pressões.
Zagueiro: Dória (Botafogo) – Desde de ano passado vem figurando com frequência na equipe titular do Fogão e chegará na Olímpiada de 2016 como um dos atletas com mais experiência. Disputou o Sul-Americano Sub 20 neste ano.
Zagueiro: Thiago Silva (PSG) – Já bem veterano, seria outro com mais de 23 anos, convocado para dar tranquilidade ao setor defensivo, sempre vulnerável com jogadores mais novos. Iria para a sua terceira Olimpíada, tentando apagar os fracassos anteriores.
Lateral-esquerdo: Abner (Coritiba) – Posição carente no Brasil, o jovem atleta já teve oportunidades na equipe principal do Coxa. É visto como uma das grandes revelações do time. Disputou o Mundial Sub-17 neste ano, mas deu azar de se contundir no decorrer da competição.
Meia: Lucas Cândido (Atlético-MG) – O golaço contra o Flamengo em um chute de fora da área apresentou esse versátil volante para o Brasil, mas o Galo já vem trabalhando esse jogador há tempos. Com a lesão de Richarlyson, Lucas pode até ser surpresa no time titular no Mundial de Clubes.
Meia: Rodrigo Caio (São Paulo) – Jogador que vem sendo trabalhado pelo Tricolor há anos. Desde 2011, tem tido oportunidades na equipe profissional e é o jogador com mais partidas disputadas neste ano. Versátil, pode alternar diversas posições, inclusive durante as partidas.
Meia: Nathan (Atlético-PR) – Joia das categorias de base do Atlético-PR, clube que tem tradição de revelar grandes jogadores. Chegou a Copa do Mundo Sub-17 sem muito alarde, mas assumiu a camisa 10 e foi o craque da equipe no torneio. Mesmo eliminado nas quartas de final, ficou com a Bola de Prata, marcando cinco gols e dando cinco assistências.
Meia: Otávio (Internacional) – Ainda que jovem, conseguiu se destacar no forte elenco Colorado e garantiu sua vaga numa equipe com resultados ruins. Já marcou cinco gols no Brasileirão, sendo o segundo artilheiro da equipe, com desempenho mais efetivo que todos os atacantes.
Atacante: Boschillia (São Paulo) – Já deixou de ser o neto do famoso árbitro Dulcídio Wanderley Boschilia para ser respeitado pelo seu futebol. Bastante ofensivo e oportunista, se destacou no Guarani antes de chegar ao Tricolor. Marcou seis gols em cinco jogos no Mundial Sub-17.
Atacante: Neymar (Barcelona) – Referência do time principal, será o responsável por conduzir os mais novos para a conquista inédita. Com 24 anos, estará próximo do auge físico, técnico e mental, lutando com os grandes craques do futebol pelo prêmio de melhor do mundo.
Outros atletas para ficar de olho: Lucas Piazon (Meia – Chelsea), Fabinho (Lateral-esquerdo – Monaco), Ryder (Meia-atacante – Fiorentina), Léo Cittadini (Meia – Santos), Felipe Anderson (Meia – Lazio), Vitinho (Meia-atacante – CSKA), Caio Rangel (Meia – Flamengo), Ademílson (Atacante – São Paulo), Kenedy (Atacante – Fluminense), Thiago Mosquito (Atacante –Atlético-PR), Ramiro (Meia – Grêmio), Henrique (Lateral – Vasco), Gabriel (Atacante – Santos)
Fonte: Goal
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