O gaúcho Paulo Pelaipe, diretor executivo do futebol do Flamengo, curte a sensação de um Fla-Flu, em domingo de Maracanã. Mas parte do seu radar de dirigente muito experiente já está na Copa do Brasil.
Nesta sexta-feira, 24 horas antes do Fla-Flu, o maior clássico do futebol brasileiro, Pelaipe conversou comigo por telefone.
Zero Hora – Você pode imaginar uma final entre Flamengo e Grêmio?
Paulo Pelaipe – O quê? Não posso nem pensar. É muito cedo. Ganhamos o primeiro jogo, em Goiânia, mas ainda precisamos de mais 90 minutos para tentar superar o Goiás. A final está muito longe. Vivo jogo a jogo, sem sonhos.
ZH – Nem pensa no Grêmio?
Pelaipe – O Grêmio vive a sua vida. Não está na pauta. Eu estou longe do dia a dia do clube. Trabalho no Flamengo. Estamos ainda na semifinal. Mas vejo a torcida do Flamengo mobilizada, vamos ter 60 mil pessoas no Maracanã.
ZH – Como está o Flamengo?
Pelaipe – A oposição ganhou as eleições e eu assumi em janeiro. O planejamento foi feito durante a temporada. O clube pagou R$ 80 milhões em dívidas. Fizemos um time modesto, reforçamos no segundo semestre. Melhoramos. Hoje, o Flamengo não atrasa salário, paga religiosamente todo o dia 5 de cada mês.
ZH – E o caso Mano Menezes?
Pelaipe – Fui surpreendido como todo mundo. No vestiário, depois de um jogo, ele disse “vou embora”. Fiquei sem ação.
ZH – Como será o reencontro com Vanderlei Luxemburgo?
Pelaipe – Normal, ele é um grande profissional. Mas o Flamengo joga no Maracanã. Somos fortes na nossa casa.
Fonte: Bola dividida

