O jeitão sisudo e gaúcho, sem meias palavras, deu lugar a um dirigente de conversa mansa, sorridente. Em menos de um ano, o diretor executivo Paulo Pelaipe superou a rejeição interna da diretoria do Flamengo, entendeu o funcionamento do clube, e, de criticado pela torcida e fritado por vice-presidentes, passou a figura chave no futebol rubro-negro. A grande marca foi a lealdade aos jogadores, que após a conquista da Copa do Brasil o ergueram e jogaram para o alto.
— Falei que o Flamengo ia disputar título em 2013 quando cheguei. Gostaria que quem ironizou tivesse humildade e reconhecesse o trabalho que foi feito — afirmou o dirigente, que ainda não definiu se vai permanecer no Flamengo em 2014.
O contrato de Pelaipe vai até dezembro e não prevê multa. Em momentos de crise, com o time beirando a zona de rebaixamento do Brasileiro, o diretor se viu ameaçado diante de um elenco de contratações que não davam resultado. A entrada de Jayme e a mudança na postura dos jogadores também beneficiaram o diretor, que exaltou o bom ambiente.
— O que pesa é o grupo de jogadores, o ambiente sadio do Ninho, com respeito e muita disciplina. A minha marca não existe — disse.
— Tenho que ver se ele está confortável. Apanhou bastante. Às vezes, as pessoas têm seus limites de pressão e chateação — disse o vice de futebol Wallim Vasconcellos, garantindo que pela direção o executivo fica.
Fonte: Extra Globo

