Mano Menezes dirigiu o Flamengo em quatro jogos da campanha vitoriosa na Copa do Brasil, mas deixou a equipe antes das quartas de final. Na ocasião, há pouco mais de dois meses, pediu demissão dizendo que não conseguia mais passar ao jogadores o que pensa sobre o futebol, que o time estava estagnado. Nesta quarta-feira, o Rubro-Negro carioca foi campeão da Copa do Brasil ao vencer o Atlético-PR, por 2 a 0, no Maracanã. Na comemoração, a torcida flamenguista não esqueceu a saida do antigo treinador e xingou Mano.
“Ei, Mano, vai tomar no c…”, e “Mano, vai se f.., o meu Flamengo não precisa de você”, gritaram os torcedores.
ubstituto de Mano no comando do Flamengo, o ex-auxiliar Jayme de Almeida conduziu a equipe ao título e caiu nas graças da torcida. Após a decisão desta quarta, Jayme foi questionado pelos jornalistas sobre o assunto, evitou polêmica, mas deixou claro que o elenco ficou abalado com as declarações de Mano após a saída.
“Eu tive bom relacionamento com todos os técnicos que passaram aqui. Cada treinador tem seu estilo, seu modo de ver futebol. Eu não vou discutir as razões do Mano ter saído, isso é uma questão pessoal dele. Ele achou que o time não renderia e preferiu sair, eu respeito. Eu vejo futebol um pouquinho diferente dele e fiz algumas mudanças. Tem gente que pensa que é bobagem, mas jogador de futebol precisa ter confiança, senão não consegue passar uma bola de cinco metros. Desde que eu entrei, tive essa preocupação. Passei confiança a eles, e eles começaram a acreditar que podiam”, disse Jayme, que completou.
“Com todo respeito ao Mano, ele saiu e falou que o time tinha dificuldades para jogar, isso tudo abalou a equipe. A confiança foi fundamental para esse grupo reagir”.
Apesar de os gols de Elias e Hernane na decisão desta quarta terem acontecido apenas nos minutos finais, Jayme de Almeida gostou da atuação do Flamengo e viu poucos riscos de perder a partida para o Atlético-PR.
“O jogo foi tenso, é uma final, claro que queríamos ter feito gol antes, Mas acho que o Flamengo teve o jogo todo controlado, não vi o Atlético criar nenhuma boa chance no jogo”, analisou o comandante rubro-negro, que ainda falou sobre a desconfiança sobre o time durante a competição.
“O que fizemos nessa Copa do Brasil nihguém acreditava, acho que quem acreditou fomos sós noós mesmos. Ficamos fechadinhos lá no Ninho, trabalhando. Acho que o time cresceu depois daquele empate com o Botafogo, por 1 a 1. Todo mundo achava que a gente ia tomar uma goleada no segundo jogo, mas nós vencemos no Maracanã lotado. A partir dai, passamos a acreditar mai que podíamos chegar. Começamos a jogar de forma mais sólida, consistente, e acho que merecemos depois de tudo que nos fizemos”.
Fonte: ESON

