Nos últimos anos, tornou-se comum a união, sob a forma de patrocínio, entre clubes de futebol e lutadores de MMA. Escudos de clubes brasileiros desfilam no octógono junto com os golpes dos lutadores. Anderson Silva sempre ostentou o distintivo do Corinthians, assim como Junior Cigano. José Aldo Junior chegou a ser patrocinado pelo Flamengo, e Rodrigo Minotauro tinha apoio do Internacional. Flamenguista declarado, Vitor Belfort revelou nesta quinta-feira já ter tido convites para se associar a clubes de futebol, mas optou em não aceitar esse tipo de patrocínio. A justificativa de Belfort é que ele representa torcedores de diferentes clubes.
Vitor Belfort diz ser contra patrocínios de Clubes para lutadores.
“Futebol tem uma cultura, e UFC tem outra. Optei por não me envolver com times de futebol. Já recebi propostas, mas não assinei com nenhum clube porque represento o Brasil”, afirmou o lutador, em entrevista coletiva em sua academia, a FortFit, situada no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio de Janeiro. Belfort ofereceu um workshop sobre treinamento de MMA para convidados.
“Se a CBF quiser me patrocinar, estamos aí”, completou, em tom de brincadeira.
É em sua recém-inaugurada academia que Belfort faz parte de sua preparação para suas lutas dentro do UFC. Com três vitórias convincentes seguidas, o lutador se habilitou para disputar o cinturão da categoria meio-pesados. O presidente do UFC, Dana White, já confirmou que Belfort enfrentará o vencedor da revanche entre Anderson Silva e Chris Weidman, que lutam no dia 28 de dezembro em Las Vegas.
Belfort garante não preferir enfrentar nenhum adversário, e diz estar completamente focado em sua preparação para voltar a ser dono de um cinturão de campeão mundial. Ele avalia que sua performance vem melhorando, e vai crescer ainda mais daqui para frente.
“Meu objetivo é ser o campeão, é só o que penso. Quero pegar o cinturão e colocar na cintura. Cheguei a essa posição de desafiar o campeão com suor e determinação. Foi ótimo ouvir do Dana que a luta será minha. Não havia mais o que fazer, conquistei isso lutando”, observou.
Ainda não há definição sobre data, e muito menos o local da luta. Belfort, no entanto, sonha com um evento grandioso, em um estádio de futebol, possivelmente no Brasil. “Vai lotar, vai ser bacana”, imagina.
Questionado sobre a luta que vai definir seu próximo adversário, Belfort evita comentários mais aprofundados, mas ressalta que Weidman precisa impor seu estilo, e não poderá entrar no jogo de Anderson Silva. Belfort admite estar numa “situação confortável”, por aguardar o vencedor da luta de dezembro. Ele salienta, porém, que treina normalmente procurando incrementar ainda mais sua performance.
Nem mesmo uma possível revanche contra Anderson Silva, que já o derrotou, instiga Belfort a revelar alguma preferência sobre o vencedor da luta. Ao falar daquele duelo, Belfort lembra que foi surpreendido com o chute que o nocauteou.
“O que aconteceu no passado não significa que vai ser o mesmo no futuro. Mas não sinto nenhuma culpa por aquela luta. O que quero é melhorar, me preparar bem e conquistar o cinturão. Estou em busca de performance. Creio que o melhor ainda está por vir”, comenta.
Sobre o uso de Terapia de Reposição de Testosterona (TRT), que vem sendo adotado por ele, Belfort afirma não se importar com as insinuações de que vem obtendo vantagens com isso. Dana White já disse não ver problemas no uso de TRT, e ressaltou que Belfort poderá pegar um licença especial para lutar nos Estados Unidos> Desde que começou a fazer uso desse processo, no ano passado, Belfort só teve confrontos no Brasil.
“Vou abrir um escritório e vou ensinar as pessoas a aceitar suas mazelas”, ironizou o lutador.
Fonte: Terra
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