Ídolo do MMA e terceiro melhor atleta do País no ranking geral do Ultimate Fight Championship (UFC), o manauara José Aldo, assim como tantos brasileiros, se disse estarrecido pelas cenas de violência proporcionadas pelos torcedores de Atlético-PR e Vasco, em Joinville, na última rodada do Campeonato Brasileiro, no domingo.
Morador do Rio de Janeiro e flamenguista “roxo”, Aldo classificou como um “bando de frouxos” os torcedores que se envolveram em uma briga generalizada após a torcida atleticana invadir o espaço destinado aos vascaínos.
“É um bando de desocupados, bando de vagabundos, covardes e frouxos. São todos frouxos. Se fossem homens, estariam no ringue lutando com alguém”, afirmou, antes de pisar pela primeira vez no gramado do Maracanã para participar de uma partida amistosa promovida pela Fundação Gol de Letra, projeto social tocado há quinze anos pelos tetracampeões Leonardo e Raí.
“Aquilo não existe. Eu fico muito triste, foram imagens muito fortes. Estava assistindo com a minha esposa, que ficou muito chocada. Ela já está acostumada a ver luta e viu aquilo tudo acontecer, isso não pode existir”, completou ainda Aldo.
Após os incidentes, quatro torcedores foram levados a um hospital da região com traumas severos. Um deles segue internado. A partida, após 72 minutos de paralisação, terminou com a goleada dos paranaenses por 5 a 1, o que culminou com o rebaixamento do Vasco para a Série B do Campeonato Brasileiro.
Fã de futebol e famoso por dar os seus pitacos em que tudo que diz respeito ao Flamengo, José Aldo afirmou ainda que não vai ter medo de ir ao estádio, mas se colocou no lugar de um pai que tentava proteger o filho em meio ao confronto – cena repetida por diversas vezes pelas televisões.
“Eu gosto de ir em jogo mais tranquilo, pois vou com minha esposa e levo minha filhinha de dois anos. É difícil. Não tem como você não se colocar no lugar”, explicou. “Para um pai com o filho, que o leva ao estádio e ainda acontece aquilo. Não dá para acreditar”, finalizou.
Fonte: Tribuna Hoje

