O presidente da CBF, José Maria Marin, não gostou do rebaixamento da Portuguesa e a salvação do Fluminense terem sido decididos no tribunal do STJD, em julgamento na tarde de segunda-feira. No Marrocos com a diretoria do Atlético-MG para acompanhar a participação do clube no Mundial da Fifa, ele afirmou que gostaria que os resultados do campo prevalecessem.
A Portuguesa foi punida por escalar na última rodada o jogador Héverton, que, dois dias antes, havia recebido uma partida a mais de suspensão em julgamento no STJD. O clube alegou não ter sido notificado e acabou perdendo quatro pontos. A decisão colocou a Lusa na zona de rebaixamento e salvou o Fluminense, que havia terminado a competição na 17 colocação.
– Sempre pensei e continuo pensando que deve prevalecer a decisão de campo. Tudo isso poderia ter sido evitado. Lamento profundamente, assim como lamento as cenas da briga no jogo entre Vasco e Atlético-PR. São coisas que não ajudam o futebol brasileiro – disse Marin, que completou ao ser questionado se o episódio fazia mal à imagem do futebol brasileiro:
– Bem não faz.
O dirigente, entretanto, apesar de não concordar com a decisão, disse que a CBF não tem como alterá-la. Segundo ele, o STJD é um “poder independente”. Marin também não quis entrar no mérito se o rebaixamento da Lusa era injusto. Perguntado sobre a idoneidade do tribunal, Marin se esquivou.
– Prefiro não fazer nenhum comentário. A CBF não pode, de maneira nenhuma, interferir. Aprendi que decisão de tribunal não se discute, se cumpre. Temos de respeitar, seja qual for a decisão. Mas tanto como presidente como me colocando na posição do torcedor, posso dizer que a decisão que todos esperam é a do campo.
Fonte: GE

