Foi com lágrimas nos olhos que o holandês Clarence Seedorf se despediu do elenco do Botafogo na tarde desta terça-feira (14). Mais cedo, ao conversar com os jornalistas, ele já tinha anunciado a sua aposentadoria como jogador, encerrando uma vitoriosa carreira de 22 anos, quando conquistou quatro títulos da Liga dos Campeões e passou por clubes como o Ajax, Real Madrid e Milan, além da seleção da Holanda, onde conquistou o quarto lugar na Copa do Mundo da França, em 1998.
Seedorf deixa os campos – e a oportunidade de disputar, pela primeira vez, a Taça Libertadores das Américas – para atuar fora das quatro linhas. Ele será o novo técnico do Milan. Assim como Seedorf, muitos jogadores deixaram os gramados para virar treinador. Listamos dez craques de Copa do Mundo que se tornaram técnicos.
Zico
Craque do Flamengo e de uma das melhores seleções brasileiras da história – que no entanto não conseguiu vencer a Copa do Mundo – Zico já atuou como dirigente, auxiliar técnico e treinador. A primeira equipe que treinou foi a seleção do Japão, após a Copa do Mundo de 2002. O Japão de Zico conseguiu vencer a Copa da Ásia de 2004, mas foi eliminada na primeira fase da Copa do Mundo de 2006. Depois, passou pelo Fenerbahçe, da Turquia, e por clubes da Rússia e Uzbequistão. No momento, atua no Oriente Médio. Após uma rápida passagem treinando a seleção do Iraque, Zico agora é o técnico do Al-Gharafa, do Catar.
Roberto Carlos
O ex-lateral esquerdo Roberto Carlos está apenas começando no mundo dos treinadores. Com mais de cem jogos pela seleção brasileira, Roberto Carlos foi uma das estrelas da equipe pentacampeã do mundo, em 2002. Também foi bastante criticado pela eliminação do Brasil em 2006. No ano passado, o craque assumiu o Sivasspor, uma pequena equipe da Turquia que vem conquistando resultados expressivos desde a chegada do brasileiro.
Zagallo
Mário Jorge Lobo Zagallo pode não ter sido considerado um “craque”, já que jogava na mesma seleção que Pelé e Garrincha. Ainda assim, conseguiu um feito único: quatro títulos mundiais. Dois como jogador, nas Copas de 1958 e 1962 e dois como assistente técnico, em 1970 e 1994. Como técnico, ficou com o segundo lugar na Copa do Mundo de 1998, quando a Seleção foi derrotada pela França. Atualmente, está aposentado.
Toninho Cerezo
O meia Toninho Cerezo foi um dos grandes nomes da seleção brasileira. Jogou as Copas de 1978 e 1982, ao lado de craques como Falcão, Sócrates e Zico, mas foi muito criticado pela imprensa após a derrota do Brasil para a Itália, em 1982. Treinou vários times brasileiros, como o Atlético Mineiro e o Vitória, e atualmente é técnico do Kashima Antlers, do Japão.
Dunga
Como jogador, Dunga era um líder em campo – o “Capitão Dunga”. Nada mais natural que o capitão do tetracampeonato do Brasil se tornasse técnico. Assumiu a seleção brasileira em 2006. Fez uma boa campanha nas Eliminatórias e conquistou a Copa América, mas na Copa do Mundo de 2010, foi derrotado pela Holanda, nas quartas-de-final. No ano passado, treinou o Internacional, e atualmente está sem clube.
Pep Guardiola
Como jogador, Guardiola conseguiu apenas um oitavo lugar defendendo a seleção da Espanha na Copa do Mundo de 1994. Mas como técnico, foi eleito o melhor do mundo pela Fifa em 2012. Guardiola começou a carreira de treinador no Barcelona, com a equipe B, em 2007. Na temporada seguinte assumiu a equipe principal do clube, quando venceu praticamente tudo, do Campeonato Espanhol ao Mundial de Clube da Fifa. Atualmente, treina o Bayern de Munique, pelo qual ganhou seu terceiro Mundial de Clubes, no ano passado.
Jurgen Klinsmann
O ex-jogador e agora técnico Jurgen Klinsmann foi um dos maiores nomes da Alemanha dentro do campo. Ajudou a seleção alemã a se sagrar campeã na Copa do Mundo de 1990, marcando três gols, além de marcar também nas Copas de 1994 e 1998. Assumiu como treinador da seleção da Alemanha em 2004, e conquistou o terceiro lugar na Copa de 2006. Agora, treina a seleção dos Estados Unidos, e tem a difícil tarefa de enfrentar a própria Alemanha na primeira fase da Copa do Mundo do Brasil.
Maradona
O craque da Argentina – e com certeza um dos maiores jogadores de futebol do mundo – também se aventura como treinador. Maradona assumiu a seleção da Argentina em 2008 e foi o técnico da equipe na Copa do Mundo de 2010. O argentino se envolveu em polêmicas, disputas com jogadores e dirigentes, mas ainda assim conseguiu resultados expressivos em campo. A derrota para a Alemanha, por 4 a 0, nas quartas-de-final, encerrou sua passagem pela seleção da Argentina. Maradona passou a atuar no mundo árabe. Treinou o Al-Wasl, dos Emirados Árabes Unidos, e é embaixador do esporte em Dubai. Segundo a imprensa argentina, ele pode voltar logo ao futebol internacional: Maradona é cotado para treinar a seleção peruana.
Didier Deschamps
A torcida do Brasil não esquece a Copa do Mundo de 1998, quando a seleção perdeu a final para a França por 3 a 0. O meia Didier Deschamps era um dos jogadores que, ao lado de Zinedine Zidani, conquistou aquela Copa. Deschamps começou sua carreira como técnico em 2004. Comandou o Monaco, a Juventus e o Olympique de Marseille. Atualmente, é o técnico da seleção da França, e estará no Brasil para a Copa do Mundo: uma boa oportunidade para uma revanche de 1998.
Frank de Boer
Assim como Seedorf, o zagueiro holandês Frank de Boer foi um dos jogadores que defenderam a seleção da Holanda como jogador e depois iniciou uma carreira de técnico. Esteve presente nas Copas de 1994 e 1998, e foi derrotado pelo Brasil nas duas. Mas era assistente técnico da Holanda em 2010, quando a Laranja Mecânica eliminou o Brasil e foi vice-campeã. Depois dessa passagem pela seleção, assumiu como técnico do Ajax e foi tricampeão holandês.
Fonte: Época

