Gandula, maqueiro e nas horas vagas analista e conselheiro técnico. Por suas multi-tarefas e a semelhança com o atacante italiano Mario Balotelli, ele virou a atração nos jogos da Copa São Paulo de Futebol Júnior realizados em Bauru. Na última e decisiva rodada do Grupo I, atacou novamente e em grande estilo. Teve como cenário uma partida com cinco gols (com um olímpico e outro do “meio da rua”), dois pênaltis perdidos e virada nos minutos finais.
Noroeste e Flamengo fizeram um dos jogos mais emocionantes da atual edição da Copinha e deram mais uma oportunidade para o Balotelli de Bauru demonstrar seus conhecimentos futebolísticos.
– Eu fiz 1.345 gols. O milésimo foi de pênalti e o cara falou: “Pô, o milésimo você fez de pênalti! O Pelé também fez. Então Balotelli e Pelé é a mesma coisa – disse.
Este Balotelli fica fora de campo, mas tem que defender as cores do Noroeste na torcida. Mas, com a classificação rubro-negra, o bauruense já tem quem apoiar na segunda fase.
– Torço pelo bom futebol. Hoje estou torcendo para o Noroeste contra o Flamengo, mas se o Flamengo passar, certamente estarei do lado da torcida rubro-negra – afirmou, durante o jogo.
Sem idade para jogar profissionalmente, muito menos entre os jovens da Copinha, Balotelli afirma que se estivesse campo daria trabalho aos adversários.
– Ainda eu bato uma bolinha. De bola parada, ali da intermediária, o goleiro só vai ver se quebrar ovo da coruja – brinca.
Apesar pouca modéstia, o “faz-tudo” bauruense também reconhece o talento dos jovens jogadores do clube. Aos nove minutos do primeiro tempo, o meia Douglas fez um gol olímpico, abrindo o placar contra o Flamengo.
– O gol olímpico não é toda hora que a gente vê. A facilidade do jogador, a qualidade que ele tem de bater na bola todo mundo viu. Ele tem uma qualidade inconfundível. Bateu quando o goleiro estava um pouco adiantado. O vento ajudou e a bola fez a curva – analisou.
O meia do Noroeste afirma que não foi a primeira vez que fez um gol olímpico e explicou como fez para a bola ir direto do escanteio para o gol.
– É bastante treinamento. Tive a precisão e aproveitei o momento certo para fez esse gol. Foi o segundo gol olímpico na carreira – disse o meia do Noroeste.
No intervalo, além de trabalhar no apoio ao Norusca, o Balotelli bauruense também faz “bico” como comentarista. Na partida contra o Flamengo, ele previu a virada rubro-negra, que aconteceu com gols aos 39 e 44 do segundo tempo.
– No primeiro tempo, a equipe do Flamengo ficou muito a desejar no sistema de meio-campo. O número 10 deles não entrou na partida. A equipe do Flamengo tem tudo para virar, mas o número 10 dez deles tem que entrar no jogo e os dois laterais precisam apoiar mais – comentou o gandula.
Após a vitória flamenguista, os jogadores do Rubro-Negro desbafaram e o Balotelli de Bauru, mais uma vez, atacou de comentarista.
– Em nenhum momento deixamos de acreditar pelo trabalho que a gente fez no Rio, se dedicando ao máximo, perder pênalti é consequência do jogo, mas graças a Deus conseguimos a classificação – disse Thiago, do Fla.
– Bom jogo, bom espetáculo. A equipe do Flamengo mereceu. Está de parabéns a garotada do Noroeste, que honrou as tradições do Alvirrubro. Ano que vem a gente está junto de novo – finalizou Balotelli, elogiando as duas equipes.
Fonte: GE

