Em 2009, com 17 anos, o lateral-esquerdo Jorbison Reis dos Santos foi promovido ao elenco profissional do Flamengo e convocado à Seleção Brasileira Sub-20. Agora, cinco anos depois, Jorbison tem 24 anos, se chama Maxwell Batista da Silva e chega ao Guaratinguetá como esperança para a disputa da Série A2 do Campeonato Paulista. Maxwell é o nome verdadeiro de Jorbison, que adulterou sua identidade para ter uma chance no Artsul-RS, quando era jovem. Arrependido, o jogador confessou a fraude no início de 2012, quando estava no Flamengo, e decidiu recomeçar, desta vez, do jeito certo.
A confissão custou caro, mas tirou um peso das costas de Maxwell. No Guaratinguetá, é o primeiro atleta a subir para os treinamentos e a se oferecer para os exercícios. O jogador tem como meta se destacar para realizar seu sonho: voltar para o Flamengo. Desta vez, de cara limpa.
– Sempre deixei bem claro que o Flamengo é meu time de coração. Tive uma ascensão muito rápida. Com 16 anos para 17, fui promovido e pude estrear com o técnico Cuca. Com 24 anos, meu sonho é voltar para o Flamengo. Não por cima, porque não saí por baixo. Deixei o clube pela porta da frente. Mas quero deslanchar da forma correta, com meu nome e minha identidade – disse o jogador.
Maxwell confessou a fraude em março de 2012, quando já tinha acertado sua saída do Flamengo para defender o Corinthians-AL. No Nordeste, visava esquecer o luxo dos tempos de Flamengo e se adaptar à nova identidade. Arrependimento? Maxwell afirma que tudo pelo que passou é para torná-lo um atleta melhor e uma pessoa mais madura.
– Existem duas vontades: a permissiva de Deus e a soberana. Ele permitiu que eu passasse o que eu passei para, hoje, estar com 24 anos, com a experiência que eu tenho. O que trago do passado é apenas aprendizado – diz.
Homem de confiança
Na passagem pelo Flamengo, Cuca chegou a dizer que, apesar da idade, o então Jorbison, era um atleta de sua confiança. No Colorado-PR, clube que defendeu após deixar o Corinthians-AL e antes de chegar ao Guaratinguetá, Maxwell também foi homem de confiança. Desta vez da confiança de Pedro Panzelli, um dos atuais membros da diretoria do Guaratinguetá e que o trouxe para o clube paulista.
A atual base do Guaratinguetá é formada por 13 jogadores do Colorado-PR, além de toda a comissão técnica, comandada pelo treinador João Marçal. Com a velocidade como principal característica, Maxwell é titular absoluto do grupo e um dos líderes da base antiga da equipe paranaense. Ao fim da Série B do Campeonato Brasileiro, o Guaratinguetá foi colocado à venda após ser rebaixado. De dono novo, o time tenta restaurar a identidade e voltar a ser vencedor. E nisso o lateral afirma que pode ajudar.
– O Guaratinguetá vem de uma má fase, mas as pessoas que estão aqui são novas e comprometidas. Estão dispostas a colocar o time no lugar de onde não deveria ter saído. Hoje, estando com meu nome no Guaratinguetá, que é um grande clube, posso dizer que estou com o coração em paz e pronto para fazer o que mais gosto, que é jogar futebol – afirmou.
Fonte: GE

