Os principais negócios do mercado brasileiro até agora só saíram depois de acordos das equipes com empresários, bancos e fundos de investimento. Os times da Série A movimentaram quase R$ 50 milhões em contratações desde o fim do Campeonato Brasileiro, segundo o site Transfermarkt, especializado em transferências no mercado do futebol. Os negócios mais caros saíram dos bolsos de terceiros. A Doyen Sports gastou R$ 41 milhões para tirar Leandro Damião do Internacional e utilizar o Santos como vitrine. A Teisa investiu R$ 3,2 milhões para que Marlone trocasse o Vasco pelo Cruzeiro.
O desaquecimento em relação ao ano passado é considerável: em 2013, os clubes brasileiros da Série A empenharam R$ 330 milhões em contratações. As transações mais volumosas passaram pelo Corinthians, que pagou R$ 40 milhões para tirar Alexandre Pato do Milan, pelo Santos, que investiu R$ 17 milhões por Montillo, pelo Atlético-MG, que bancou Diego Tardelli por R$ 16 milhões, e pelo Cruzeiro, que desembolsou R$ 14 milhões por Dedé.
Tirar dinheiro do próprio caixa em 2014, entretanto, será algo bem mais raro. Com a possível aprovação do Programa de Fortalecimento do Esporte (Proforte) neste ano, as equipes serão obrigadas a se planejar para que comecem a quitar as primeiras parcelas do refinanciamento das dívidas com o governo. Em busca de melhores condições, os clubes começaram a equacionar as contas. O Flamengo, por exemplo, acertou R$ 80 milhões no ano passado. Já o elenco segue enfraquecido.
Curiosamente, as receitas dos clubes do Brasileirão nunca foram tão grandes — cresceram de R$ 1,4 bilhão a R$ 3,5 bilhões nos últimos cinco anos, segundo estudo do consultor em gestão esportiva Amir Somoggi. No entanto, o custo com departamento de futebol das equipes também continua subindo: foi de R$ 1 bilhão a R$ 2,6 bilhões no mesmo período.
Fonte: Super Esportes

