Pode um algoz se apaixonar por sua vítima? No caso de Franco Causio, sim. Membro da seleção italiana que eliminou o Brasil em 1982, no episódio conhecido em nosso país como a Tragédia do Sarriá, o ex-meia é quase um cidadão brasileiro: vive no Rio de Janeiro há 23 anos, joga futevôlei na praia, está preocupado com a organização do Mundial e torce para o Flamengo.
– Eu sou casado com uma brasileira. Sou amigo de Zico, Edinho, Claudio Adão, Edmundo. Jogo futevôlei com eles frequentemente na Barra da Tijuca, onde moro. Tenho uma casa no Brasil e outra na Itália – contou Causio, em português perfeito, à reportagem do GloboEsporte.com, durante o evento que marcou a chegada da Taça da Copa do Mundo à Itália, na quarta-feira.
Causio, de 65 anos, conheceu Zico e Edinho ainda nos anos 1980, quando atuou com os brasileiros no Udinese. Com a convivência, conheceu a história do Flamengo e, depois de viajar para o Brasil, aproveitou para visitar a sede do clube.
– No Brasil, eu gosto muito do Flamengo. É o clube do Zico. Já conheci a Gávea. Sempre ouvia falar do time quando estava jogando com Zico e Edinho no Udinese – revelou.
Com a Copa do Mundo no Brasil prestes a acontecer, Causio não se mostra muito empolgado. Faz uma cara que mostra sérias dúvidas quanto à força da Seleção na competição e também mostra preocupação com a organização do torneio.
– Estou preocupado. Mas é melhor comentar sobre isso só depois da Copa, não antes – ponderou.
Sobre a primeira vez em que o Brasil cruzou sua vida de forma marcante, Causio lembrou que os italianos tinham muita confiança para enfrentar os brasileiros na Copa de 1982. Para ele, o resultado não foi surpresa.
– Depois de termos vencido a Argentina de Maradona, estávamos confiantes de que poderíamos vencer o Brasil, que era uma das seleções mais fortes que já havíamos enfrentado. Sabíamos da nossa força e queríamos demonstrá-la em campo, vencendo a partida.
Fonte: GE

