O jogo
– Nosso primeiro tempo foi muito abaixo do que podemos render, principalmente por nunca termos treinado ou jogado assim. Ficamos com quatro atrás, dois no meio e quatro na frente. Não tínhamos saída de bola, segunda bola. Era bola para trás e para frente. Assim, a torcida se irritou. O time do Emelec é perigoso, a bola começou a rodar muito perto da nossa área. Acabamos vencendo por 1 a 0, mas ninguém estava satisfeito. No segundo tempo, botei o Gabriel, puxei o Everton para dentro. O Gabriel deu uma velocidade incrível ao time, e o Flamengo passou a ser mais o que estamos acostumados. Quando o Elano sentiu, botei o Alecsandro, que segura bem a bola. O Flamengo no segundo tempo foi outro e acho que merecemos a vitória, mas ficou a lição de que não podemos jogar um primeiro tempo inteiro fora e deixar o jogo ficar perigoso.
Cálculo para a classificação
– Temos que jogar para vencer todos os jogos. Não vamos fora para perder ou empatar. O Flamengo tem que ser forte jogando em casa ou não. A postura em León foi muito boa e tem que seguir nos outros jogos. Mas é claro que vencer no Maracanã vai ajudar muito na nossa classificação.
Gabriel e Lucas Mugni
– O Lucas não fez um bom jogo. É normal, não podemos colocar a culpa só nele. A maior dificuldade foi o posicionamento. Ele começou a ficar junto com o Hernane e faltou gente no meio. Quando ele tentava, estava em uma noite que não acertava um passe. O Gabriel entrou muito bem, conduz bem a bola, tocava, saia, e ficamos forte do lado direito. A torcida veio junto e, quando isso acontece, fica difícil ganhar do Flamengo.
Hernane
– O Hernane se doa, corre, luta. Sinceramente, não entro na questão se vai ou se não vai. Tenho que me preocupar com a equipe do Flamengo. Ele estando aqui é uma peça importante do nosso esquema. Jogou, lutou, fez gol. Não é minha função ver se ele vai sair. Se perdemos, a vida segue. Mas é um garoto que é um exemplo para todo mundo pelo que fez aqui.
Boa fase de Gabriel
– O Gabriel já tinha mudado a equipe contra o Vasco, hoje também. Quando entramos com o time que não é de hoje, tem entrado bem. Com certeza, vai ter uma oportunidade. Está merecendo isso.
Escalação contra o Nova Iguaçu
– Não fico escondendo. A princípio, se não tivermos problema nenhum, joga o grupo que começou contra o Emelec. O time precisa de ajuste, vimos isso no primeiro tempo que não estamos no nível que terminamos o ano. No decorrer dos jogos, vamos ganhando ritmo, entrosamento. Agora, a ideia é manter esse time jogando o Carioca e a Libertadores. O que podemos mudar é jogar com o Bolívar, por jogarmos no domingo com o Bangu e depois vamos lá para cima (La Paz). Somente neste jogo estamos pensando em mudar.
Everton
– O que víamos no Everton é a movimentação que ele dava, não parava em campo e era difícil marcá-lo. No Flamengo, estava ficando muito aberto, tinha conversado com ele. No segundo tempo, o coloquei para dentro e teve uma atuação muito boa.
Time ideal
– Acho que bater em definitivo eu não gosto. Ainda estamos procurando. Há jogador que vai voltar, caso do Paulinho, o Márcio Araújo não pode jogar a Libertadores, mas pode jogar o Estadual e é um jogador que me agrada muito.
Cáceres
– Colocamos o Cáceres com a ideia de ser jogo da Libertadores. Precisávamos de um homem mais forte fisicamente, habituado a esse tipo de jogo. É um menino que salta bem, cabeceia bem, dá força defensiva e ofensiva. Fez um jogo muito bom no México, está crescendo de produção, e sempre tem uma determinação, vontade de lutar os 90 minutos. Fiquei feliz. No ano passado, teve uma lesão que incomodava muito e agora está correspondendo muito bem a expectativa.
Fonte: GE

