Hoje, o Flamengo inicia sua 12ª Copa Libertadores, contra o León, com discurso unânime: desta vez, vai ser diferente. Fora a primeira vez, quando conquistou o único título da competição, em 1981, as outras edições disputadas não trazem lembranças tão boas. Sejam eliminações improváveis ou classificações perdidas nos minutos derradeiros.
Sobretudo a última. Em 2012, o rubro-negro viu a classificação às oitavas de final ir embora nos acréscimos do jogo entre Emelec e Olímpia. O empate em 2 a 2, que seguia até os 47 minutos do segundo tempo, dava a vaga ao Flamengo (naquele momento, a equipe carioca tinha acabado de derrotar o Lanús por 3 a 0, no Maracanã). Porém, o time equatoriano marcou o terceiro gol e seguiu na competição.
Calejado pelos dramas vividos, a equipe chegou ao México com postura vencedora. Sabe que não adianta contar apenas com os pontos vencidos dentro de casa. Uma boa estreia pode ser a chave para conquistar uma das duas vagas do Grupo 7, que ainda conta com Emelec e Bolívar, sem maiores problemas.
Porém, fora do Maracanã, o pontapé inicial não costuma ser tão certeiro. No Estádio Nou Camp, o Flamengo terá de quebrar a escrita de nunca ter estreado com vitória sob o mando de campo do adversário. Foram oito jogos como visitante em estreias, com cinco empates e três derrotas.
Nem mesmo em 1981, com Zico & Cia., o rubro-negro venceu o primeiro jogo. Ficou no empate em 2 a 2 com o Atlético-MG, em Belo Horizonte. No ano seguinte, já entrou em um dos grupos das semifinais e perdeu para o Peñarol po r 1 a 0, em Montevidéu. Em 1983, não passou do 1 a 1 com o Grêmio; em 1993, ficou no 0 a 0 com o Internacional. A última vez foi a derrota para o Real Potosí por 2 a 1 pela pré-Libertadores.
No Maracanã, é diferente. Foram duas vitórias nas estreias no estádio. Uma goleada sobre o Santos por 4 a 1, em 1984, e 2 a 0 sobre a Universidad Católica, do Chile, em 2010.
Um dos gols daquele jogo foi do lateral-direito Leonardo Moura, que começa a disputar hoje a quinta Libertadores pelo Flamengo. Melhor do que ninguém, ele vivenciou cada trauma e, por isso, acredita que o time atual está mais bem preparado do que das outras vezes. A partir das 22h (de Brasília), Léo estará ao lado de praticamente todos os companheiros que perderam para o Fluminense, domingo, pelo Carioca.
A única mudança no time deve ser a entrada de Samir no lugar de Erazo. O equatoriano falhou nos três gols do tricolor e, apesar da experiência internacional, a tendência é que fique no banco. Já Éverton agradou na estreia, contra o Fluminense, e deve barrar Carlos Eduardo no meio-campo. E ainda pode ajudar com informações sobre o adversário, pois atuou no futebol mexicano recentemente,
Antes de a bola rolar, o ex-atacante Tita, presente na conquista do Flamengo em 1981, será homenageado. Não pelo rubro-negro, mas pelo clube mexicano, onde se tornou ídolo nos anos 1990. Ele vestiu a camisa do León de 1991 a 1994, e depois de 1996 a 1997.
Fonte: O Globo

