O Flamengo já desceu da altitude, mas nas próximas semanas estará permanentemente à beira do abismo. Após a derrota para o Bolívar, a calculadora entrou em ação. Mesmo com apenas 23% de chances de ir às oitavas (segundo o matemático Tristão Garcia), o time ainda depende de si. Mas para não dar adeus ou ter que secar os rivais, vai precisar fazer contra o Emelec, no dia 2, o que não consegue há quatro anos — vencer fora do país — e melhorar o retrospecto além das fronteiras em jogos da Libertadores neste século: 12 derrotas, três empates e cinco vitórias.
A última vitória em solo estrangeiro foi sobre a Universidad do Chile, em Santiago, pelas quartas de final da edição de 2010. Mesmo com o triunfo, os rubro-negros foram eliminados devido ao critério dos gols fora de casa. De lá para cá, não foram muitos jogos. Mas o desempenho foi pífio: cinco derrotas e um empate (um ponto em 18 disputados).
— Sabemos que estamos a um passo de sermos eliminados ou da classificação, se vencermos fora de casa. No futebol pode acontecer de tudo — disse o meia Everton, no desembarque no Galeão.
Uma mostra da importância de se conquistar pontos fora de casa é o fato de que, nos dois anos em que não venceu uma partida sequer fora do país, o Flamengo foi eliminado ainda na fase de grupos. Em 2002, foram três derrotas. Em 2012, duas derrotas e um empate.
O próprio Emelec foi um dos algozes do Flamengo neste período (vitória por 3 a 2 sobre os rubro-negros em 2012). Foi o time do Equador, aliás, seu último carrasco no torneio. Após vencer o Lanús no Engenhão, o clube da Gávea acabou eliminado com a vitória dos equatorianos sobre o Olimpia.
— É possível. O Bolívar veio aqui e fez um grande jogo no Maracanã. Se perguntassem para eles antes se era possível, diriam que não. Temos que ir jogar contra o Emelec com o melhor e fazer um grande jogo para trazermos os três pontos — afirmou Lucas Mugni.
No retrospecto geral, há motivos para crer que o tabu de vitórias fora do país pode sim acabar contra o Emelec. Dos quatro jogos disputados entre os dois no Equador, o Flamengo leva a melhor: são duas vitórias, um empate e apenas uma derrota. Ainda há luz no fim do túnel.
Fonte: Extra Globo

