A conquista mais importante para a história do Flamengo e de todos os seus jogadores foi a coroação para um deles, em especial. Após ficar oito meses afastado das partidas por causa de uma artroscopia no menisco e um edema ósseo na tíbia, Marquinhos encarou o título da Liga das Américas, na noite de sábado, no Maracanãzinho, como uma espécie de volta por cima na sua carreira. Passando mais tempo nesta temporada na academia e fisioterapia do clube do que dentro de quadra, o jogador viveu os momentos mais delicados da sua vida no basquete. Recuperado, o ala foi decisivo no último quarto diante do Pinheiros, com cestas que ajudaram o clube carioca a erguer a taça.
Ainda no ginásio, momentos depois da comemoração do título, o camisa 11 relembrou as dificuldades passadas, as críticas recebidas por algumas pessoas que não acreditavam na seriedade do problema, que o afastou da Copa América com a seleção brasileira no fiasco da Venezuela, e fez questão de agradecer aos que foram importantes neste período de inatividade.
– Queria agradecer a minha família. Ela sabe tudo o que eu passei. Salários atrasados, lesão, pessoas botando o dedo na minha cara porque eu não estava na seleção. Todo mundo sabia o porquê eu não estava lá, não fugi, nunca vou fugir. Queria agradecer também ao grupo, que sempre me deu suporte para trabalhar e tratar da minha lesão. Ele me incentivou a voltar e ajudar o time ofensiva e defensivamente. E, por fim, agradecer ao Flamengo e à torcida – declarou.
Os problemas extraquadra também não foram esquecidos pelo jogador, que salientou ter sido na hora das dificuldades que o elenco rubro-negro soube se unir e chegar ao topo da América Latina.
– Você sabe o que a gente passou no início da temporada, salários atrasados, lesões, morte do pai do Jerome (Meyinsse) e sempre o time foi conseguindo superar os obstáculos. Isso mostra que a gente é um time. Então, hoje (ontem), a gente se superou, deu o máximo para conseguirmos o nosso objetivo e ele veio – falou.
A chegada de novos atletas nesta temporada para encorpar o elenco também foi destacada pelo cestinha do Flamengo na Liga das Américas para que o clube alcançasse o título mais importante de sua história na modalidade.
– Fomos adicionando peças. O Tony (Washam) veio, fez um grande campeonato, ajudando o time na rotação. O time ficou mais homogêneo e tivemos mais identidade dos dois lados da quadra com as contratações – analisou.
Ausente da partida decisiva por um bom tempo nos segundo e terceiro quartos, Marquinhos acalmou a torcida e assegurou que não voltou a sentir a lesão.
– Não senti não. A gente veio com uma proposta de jogo para eu colar no Shamell, assim como havia feito com o Garcia Morales no sábado. Só que eu fiz três faltas no primeiro tempo, e o Neto preferiu segurar para os minutos finais para fazer o que eu fiz, que foi pontuar e colocar o time numa situação boa para a gente ganhar o jogo – completou.
Fonte: GE

