Os 42.971 presentes ao Maracanã no empate entre Flamengo e Bolívar por 2 a 2, na última quarta-feira, pela Copa Libertadores, provaram mais uma vez que pretendem “jogar junto” com o Rubro-negro no objetivo de conquistar uma vaga para a próxima fase da competição continental.
O apoio inicial favorecia uma noite positiva para os comandados de Jayme de Almeida. O primeiro gol do Bolívar assustou, mas os dois tentos assinalados por Everton transformaram o Maracanã em um caldeirão vermelho e preto apesar das constantes falhas do sistema defensivo carioca.
O “divórcio” veio aos 27min do segundo tempo, quando João Paulo – substituto de André Santos – falhou e Pedriel empatou para os bolivianos. A partir deste momento, os torcedores não esconderam a decepção e passaram a vaiar insistentemente o lateral.
Alguns rubro-negros tentaram abafar as manifestações contrárias, que aumentaram consistentemente depois do apito final. No primeiro tempo, o lateral Leo, que substituiu Leo Moura, também foi perseguido pelas vaias. Entretanto, os aplausos neutralizaram a insatisfação.
Entre a euforia e o pessimismo com o resultado final, a torcida do Flamengo aparentemente entendeu a importância do seu papel na Copa Libertadores e deu mostras de que irá recuperar as forças para apoiar o time nos duelos decisivos que estão por vir.
O resultado deixou o Rubro-negro na vice-liderança do grupo 7 do torneio. Na próxima quarta-feira, os cariocas encaram novamente os bolivianos e precisam da vitória na altitude de La Paz para recuperar os pontos perdidos e seguir na briga por uma vaga para a próxima fase.
“Eles vão sair para o jogo. Vieram aqui no Maracanã e atuaram nos nossos erros. Em La Paz, podemos ter a oportunidade de jogar no contra-ataque e conseguir o resultado que precisamos”, concluiu Jayme de Almeida.
Fonte: UOL

