O script foi parecido: como visitante, derrota. Atuando em casa, esteve à frente do placar, mas cedeu o empate. Assim, a classificação para as oitavas de final da Libertadores ficou bastante complicada. Cruzeiro, atual campeão nacional, e Flamengo, detentor da Copa do Brasil, sofrem em seus grupos com adversários considerados fracos ou medianos. Defensor Sporting, do Uruguai, e Bolívar, da Bolívia, são os responsáveis por deixar os gigantes brasileiros em maus lençóis.
A próxima rodada poderá definir a eliminação de mineiros e cariocas de forma precoce: para que se mantenham com chances de classificação, vão precisar derrotar Universidad de Chile e Emelec, respectivamente, fora de casa. Algo que até agora não conseguiram lograr na Libertadores.
E qual pode ser o tamanho do possível vexame brasileiro?
Com relação a valor de mercado, por exemplo, o Cruzeiro é o time mais valioso da Libertadores, segundo a Pluri Consultoria (R$ 230,1 milhões), enquanto o Flamengo ocupa a quarta colocação, R$ 148,7 milhões. O time celeste não ganhou nenhuma partida do 25º colocado na lista dentre 38 equipes – o elenco do Defensor Sporting está avaliado em R$ 62,4 milhões. Para o rubro-negro, a comparação é ainda pior: o Bolívar está na 34ª posição, orçado em R$ 32,9 milhões.
Comparando-se orçamento, a disparidade segue alta: segundo dados do consultor Amir Somoggi, em 2012, o Flamengo gastou R$ 130 milhões com o futebol, enquanto o Cruzeiro teve R$ 99 milhões investidos. O Bolívar, por outro lado, precisa de apenas R$ 5,8 milhões por ano para manter seu time, e o Defensor Sporting contou com um pouco mais, R$ 8,1 milhões.
Na história, o Cruzeiro possui dois títulos da Libertadores, e o Flamengo ganhou a América uma vez. Ambos eliminados na fase prévia em 2013, o Bolívar já chegou a uma semifinal em 29 participações, enquanto o Defensor Sporting jamais passou das quartas em 13 aparições no torneio.
O time carioca poderia reclamar da altitude, mas o León, líder do grupo 7, arrancou um empate por 1 a 1 em La Paz. Já o time celeste, atuando no Uruguai, perdeu por 2 a 0 mesmo atuando com um jogador a mais por quase 25 minutos, tendo inclusive levando o segundo gol nessa condição.
O algoz do Cruzeiro, por sinal, foi um brasileiro: Felipe Gedoz. Com apenas 20 anos, ele chegou ao país vizinho de seu estado-natal, Rio Grande do Sul, em 2010, e se tornou peça fundamental do Defensor. Enquanto isso, na derrota rubro-negra na Bolívia, um ex-corintiano se transformou no herói local: Juan Carlos Arce anotou o gol de pênalti logo no início do jogo.
Fonte: ESPN

