Welinton e Negueba têm trajetórias parecidas no Flamengo. Tidos como revelações, os dois ganharam títulos, mas ficaram marcados pela fúria da torcida rubro-negra. No ano passado, discretamente, voltaram ao clube após empréstimos e tiveram que buscar espaço. Após um bom início de ano, a dupla se destacou na vitória contra o Emelec e, aos poucos, vai conhecendo o lado carinhoso dos torcedores.
“É como meu pai sempre diz: não posso me empolgar muito com as coisas porque uma hora você está bem e na outra mal. Tem que seguir trabalhando agora pra final do Carioca contra o Vasco, no domingo”, disse Negueba, que estava emprestado ao São Paulo.
O meia-atacante, autor de um belo lançamento para o gol de Paulinho, passou por maus bocados na última temporada e chegou a pensar em seguir um novo rumo:
“Passei por momentos complicados no ano passado com a lesão. Sofri bastante. As coisas se afastaram e pensei em parar de jogar futebol. Foi complicado, mas dei a volta por cima junto com a minha família”, disse o jogador.
A vida de Welinton também não foi fácil. Emprestado ao Alania Vladikavkaz ele sofreu na pele na sua passagem pela Rússia.
“Foram momentos difíceis. Tem o clima, adaptação, racismo. Eles me vaiavam, imitavam macacos, me ofendendo de verdade. É bem constrangedor, mas serve como aprendizagem”, garante o zagueiro de 24 anos, que deu conta do recado como lateral-direito.
As cobranças para Everton, em sua primeira passagem pelo clube, foram mais amenas por causa do título brasileiro de 2009. No entanto, sua volta, após boa temporada pelo Atlético-PR, dividiu a torcida.
“Você amadurece com fases boas e ruins. Hoje me sinto preparado para vestir a camisa do Flamengo”, entende.
Alecsandro é o mais festejado na chegada
Artilheiro do Flamengo na temporada, com 11 gols, Alecsandro vive lua de mel com a torcida rubro-negra. Ao desembarcar ontem no aeroporto do Galeão, o atacante foi o mais festejado, e nem a recente passagem pelo Vasco, rival na decisão do Campeonato Carioca, atrapalha a lua de mel com os torcedores.
“É final. E final é importante. Hoje eu visto a camisa do Flamengo, e já demonstrei meu carinho pelo Flamengo É como diz o hino: “Uma vez Flamengo, sempre Flamengo”, disse.
Machucado com uma lesão nas costas, Hernane desembarcou cabisbaixo e não estava otimista quanto a participação no primeiro jogo da final do Campeonato Carioca contra o Vasco.
“Espero que eu possa jogar. Já fiz várias sessões de recuperação, mas as viagens atrapalharam um pouco. Estou me recuperando, mas depende da dor. Ela tem que sumir. Foi uma pancada forte e fiquei chateado por não poder jogar” lamentou Hernane.
Fonte: O Dia

