O Flamengo encara nesta quarta-feira, às 22h (de Brasília), um jogo de vida ou morte. Em caso de derrota para o Emelec, no estádio George Capwell, os rubro-negros estarão eliminados na fase de grupos da Taça Libertadores. Em caso de empate ou vitória, a equipe chega na última rodada dependendo de si mesma para conseguir uma vaga nas quartas de final da competição continental. Para o comentarista do SporTV Lédio Carmona, o time de Jayme de Almeida precisa ter força psicológica para encarar o caldeirão equatoriano, caso contrário, não conseguirá exercer a superioridade técnica que possui. Segundo ele, os desfalques se equivalem. O Rubro-Negro vai ser Léo Moura, André Santos, Elano, Cáceres e Léo, enquanto o Emelec não terá Lastra, Escalada, Achiller e, provavelmente, Stracqualursi.
– É guerra. Ano passado estive neste estádio, que é um autêntico caldeirão. É uma gritaria, clima muito forte, às vezes hostil, então vão jogar no grito da torcida, que é intermitente, não para nunca. Agora, tecnicamente, (o Emelec) é inferior ao Flamengo e também tem seus desfalques no meio, na defesa e no ataque. Tem dois atacantes que não vão jogar. Equilibra nos desfalques. O Flamengo vai ter que ter muita força psicológica e, principalmente, não ficar só atrás, tirar o Emelec da zona de conforto. Na bola, o Flamengo leva vantagem. Na guerra, a vantagem é do Emelec – analisou Lédio.
Sem opções para a lateral direita, já que Léo Moura e Léo estão lesionados, Jayme de Almeida testou no último treino o zagueiro Welinton atuando improvisado na posição. Na opinião de Lédio, é uma alternativa boa para os rubro-negros.
– É uma solução conservadora, mas que pode dar certo. Seria Welinton pela direita, mas funcionando como um terceiro zagueiro. O Flamengo, na prática, jogaria com três zagueiros e daria mais espaço para o ataque até dos próprios volantes e jogadores que jogam na frente abertos, como Éverton e Gabriel. Pode funcionar, acho uma boa alternativa, melhor que entrar com o garoto Recife, que só jogou dois jogos no ano e nunca enfrentou uma pressão de Libertadores – comentou.
Fonte: SporTV

