Paulo Pelaipe analisou a ‘perseguição’ dor jornalistas em cima do seu trabalho, exaltando a conquista de títulos desde que chegou ao Clube.
– Os primeiros meses foram muito tumultuados porque as pessoas não me conheciam, o pessoal que trabalhava na assessoria do Flamengo também era novo e estavam aprendendo junto. Algumas pessoas não entendiam que eu não faço nada que o meu Vice-Presidente não saiba, sem que o Presidente e o Conselho gestor saibam… Toda quinta-feira nós temos uma reunião com o conselho geral do Clube, com o vice de finanças, de administração, do futebol, de comunicação, do Fla-Gávea, dos Esportes olímpicos… Ali nós conversamos e montamos as estratégias. E o trabalho começou a dar resultado, veio a Copa do Brasil quando ninguém esperava, os próprios jogadores mostraram que tínhamos um grupo fechado, e que o meu trabalho com eles e com a comissão técnica era correto e transparente.
O cartola ainda citou a divisão de funções e novos profissionais no Flamengo para não forçar a sua imagem perante a mídia.
– Hoje o Flamengo tem um assessor de imprensa, que pra mim, está entre os melhores do futebol brasileiro, que é o Vitor Rodrigues. Uma pessoa experiente, competente e que está fazendo um grande trabalho no Clube. Houve também um melhoramento na relação entre a imprensa e o Clube, algo que é fundamental. Se nós não temos este bom relacionamento as coisas ficam mais difíceis. E se não tenha quem exerça esse serviço, o Pelaipe passa a dizer o que pode, o que não pode, e veem o Pelaipe com outros olhos. Então, nada como o tempo pra que as coisas aconteçam. O pessoal começou a me conhecer melhor. Eu sou um diretor que se me ligar a meia noite eu atendo, é a minha obrigação, é o que eu escolhi, eu não posso chegar as 19 horas e não atender mais ninguém. Com o passar do tempo a gente (Pelaipe e imprensa) vai se conhecendo melhor e vai havendo mais respeito entre as partes.
Matéria escrita por Eduardo El Khouri

