A audiência que pode dar início à votação do substitutivo do Proforte, a Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte, está prevista para acontecer nesta terça-feira, às 16h, na Câmara dos Deputados, em Brasília. Depois de adiada mais uma vez na última semana, ela coloca em pauta o projeto de autoria do deputado federal Otávio Leite (PSDB-RJ), que, dentre outros pontos, pede a distribuição de 8% das receitas da CBF com direitos de transmissão, patrocínio e venda de camisa para um fundo de iniciação esportiva.
A medida não conta com o apoio de uma das principais lideranças dos times, Vilson Ribeiro de Andrade, presidente do Coritiba. Ela nega a necessidade de uma contrapartida das equipes em função da proposta que permitirá o parcelamento da dívida em até 25 anos.
“Não tem nenhum privilégio. Os clubes estão reembolsando R$ 4 bilhões perdidos ao Governo. Eles ainda se submetem a responsabilidade fiscal com penalidades pesadas. O Governo ainda nesta semana, via BNDES, abriu uma linha de crédito subsidiado de R$ 42 milhões às (companhias) elétricas. As montadores tiveram redução de IPI no valor de R$ 28 bilhões. Os usineiros tiveram mais de R$ 9 bilhões. Que privilégio os clubes terão?”, pergunta ao blog.
“Em relação a CBF, essa taxa é totalmente inconstitucional. É apenas palco para promoção política. Este é o problema. O projeto será inviabilizado pela vaidade política de alguns”, encerra.
Uma reunião acontece no PTB pela manhã para fechar os pontos do projeto.
Fonte: ESPN

