O último remanescente da comissão técnica que conseguiu a permanência do Criciúma na primeira divisão do ano passado está de partida. Márcio Corrêa anunciou na tarde desta segunda-feira que não continua mais a trabalhar no Heriberto Hülse. Ele pretende se dedicar a outros projetos e não disse qual será seu destino.
Preparador físico do time profissional até a chegada do técnico Wagner Lopes, ele não passou de dias como somente coordenador desportivo do clube. Palestrante em eventos relacionados ao futebol e com projetos acadêmicos, Corrêa assegurou que vai continuar no meio e não vai ao meio acadêmico.
– Sempre foi meu foco, independente de ser no campo ou fora. Creio que, durante algum tempo, ainda será. O Criciúma me deu condições de trabalho, tive sucesso na minha estada e fiz amizades com jogadores, comissão técnica e também imprensa. Obtivemos valorização da torcida e certamente vou ficar com saudades. Dentro de projetos novos que tenho algumas coisas precisam ser pensadas e tempo para focar num só trabalho, dar sequência à minha carreira no futebol. Agradeço o entendimento e a paciência que tiveram com um professor que tentou desmitificar a linguagem do futebol, tentando tornar simples e comunicativa temas científicos – despediu-se na sala de imprensa do estádio Heriberto Hülse.
Corrêa era o último da comissão técnica do final do ano passado que ainda estava no Criciúma. Alegando necessidade para tratar de assuntos particulares, passou a última semana afastado do Tigre. Enquanto isso, o preparador de goleiros Ubiratan Melo, o Bira, que esteve no clube desde a montagem do time do acesso à primeira divisão, foi demitido do clube.
Márcio Corrêa não vai tocar a coordenação desportiva, cargo voltado à formação de jogadores, e que foi criado quando da sua renovação de contrato com o Criciúma, no final do ano passado. O preparador gaúcho alega que seguir no Tigre ficou inviável diante da demanda que vai ter na nova função. Ele chegou a ser especulado no Flamengo dias atrás.
– Os motivos da minha saída são vários, mas o determinante foi pensar em dar outro passo na minha carreira profissional. Não tenho como dividir meu tempo com o clube. Prefiro me afastar para estar focado. Não houve nenhum ressentimento. O Criciúma me deu a condição de trabalho que me prometeu, nunca me faltou nada. O clube tem profissionais capacitados para seguir o trabalho. O Criciúma fica na minha lembrança, guardado com carinho junto de poucos clubes dos tantos que passei – disse.
Além da permanência do Tigre na primeira divisão do ano passado, Corrêa teve com o Criciúma o acesso à primeira divisão nacional com o vice-campeonato da Série B do Brasileirão de 2012.
Fonte: GE

