A manhã de sábado foi especial para Marcelinho. Aos 39 anos de idade, o ala conquistou o tricampeonato do NBB pelo Flamengo e, de quebra, teve seu nome confirmado pelo técnico Ruben Magnano na convocação da seleção brasileira para o Mundial em setembro.
“Ele vai ser convocado, já falei para ele, mas não posso garantir o lugar dele (no Mundial). Isso só depende dele. Gostaria que existissem 30 Marcelinhos no basquete brasileiro. É um cara profissional que ama defender a seleção brasileira. No fundo, ele nunca se aposentou da seleção. Ele está 100% à disposição. Vai caber a ele treinar como os outros e buscar a vaga dele no Mundial”, afirmou o argentino, que esteve presente à HSBC Arena para acompanhar a final entre Fla e Paulistano, ao Globoesporte.com.
Será a primeira vez que Marcelinho defenderá a seleção desde os Jogos Olímpicos de Londres-2012. O jogador, inclusive, estava aposentado até então. Após a partida, ele confirmou o retorno.
“Ele (Magnano) já confirmou. Tive uma conversa com ele e vou me apresentar e me deidicar muito. Tenho muita vontade de representar o meu país”, afirmou.
Experiência e poder de decisão
Em quadra, Marcelinho justificou o prestígio. Oscilante até então da linha de lance livre, com um aproveitamento de apenas 50%, o jogador teve nas mãos os quatro lances livres que decidiram a partida no minuto final, quando o placar apontava empate. Acertou os três primeiros, e garantiu o título do Flamengo. Os pontos ainda o garantiram como co-cestinha da partida, com 16, ao lado do companheiro americano Meyinsse.
Após o jogo, o ala reconheceu a oscilação individual e da equipe e falou sobre a frieza na “hora H”.
“A gente não estava fazendo um grande jogo em todos os sentidos. O nosso rebote é um dos melhores do campeonato e estávamos deixando a desejar. Lance livre erramos mais do que costumamos. Mas na hora decisiva eu sabia o que significavam os lances livres. Era o trabalho de um ano inteiro, de uma equipe, com muita gente envolvida”, sentenciou.
O técnico José Alves Neto também “se derreteu” em elogios ao ala, e citou o peso da sua experiência para os lances finais.
“Sem dúvida nenhuma a experiência pesou. Nessa hora esses caras têm que estar na quadra. Não adianta ter uma bazuca e querer usar uma faquinha. Nessa hora vamos embora, vamos usar a bazuca.”, concluiu.
Fonte: ESPN

