Mesmo em uma terça-feira marcada pela greve de ônibus no Rio de Janeiro, que causou transtornos a milhares de moradores da cidade, o clima nos clubes cariocas foi agitado. Apesar das dificuldades encontradas por funcionários e jornalistas para chegar ao local dos treinos, a rotina se manteve parecida. As caronas foram a principal alternativa daqueles que tinham que chegar para trabalhar no Botafogo, no Flamengo, no Fluminense e no Vasco.
O centro de treinamento Ninho do Urubu, localizado em Vargem Grande, zona oeste do Rio, teve a terça-feira mais cheia. Um dia após a polêmica demissão do técnico Jayme de Almeida, o clima era de curiosidade para saber quais seriam os próximos passos do clube.
Com a missão de chegar ao Ninho logo cedo, funcionários do clube recorreram à “carona solidária” para evitar os atrasos. A mesma estratégia foi utilizada por jornalistas, que foram ao CT com carros particulares – algo incomum – para acompanhar os detalhes do dia rubro-negro, que reservaram a despedida do diretor Paulo Pelaipe aos jogadores e a contratação do técnico Ney Franco.
Apesar disso, alguns funcionários se atrasaram. A questão foi minimizada pelo clube, que entendeu as dificuldades para as pessoas chegarem ao local no horário definido. Alguns jornalistas também perderam o início da atividade dentro de campo, que não teve problemas para começar porque não houve atrasos de jogadores e da comissão técnica.
Mesmo com os problemas causados pela greve nos transportes, a imprensa esteve em número maior que o de rotina para acompanhar a movimentação do Flamengo já sem o comando de Jayme.
Funcionários de Vasco, Botafogo e Fluminense também tiveram dificuldade para chegar ao trabalho nesta terça. O Cruzmaltino teve treino pela manhã e lidou com atrasos de alguns funcionários, mas nada capaz de modificar o planejamento em São Januário. O Alvinegro e o Tricolor também registraram problemas da mesma natureza, mas evitaram transtornos maiores por causa dos trabalhos agendados para o período da tarde.
Problemas parecidos nesta quarta-feira
A paralisação dos motoristas e cobradores de ônibus do Rio de Janeiro começou à 0h desta terça-feira e tem previsão para acabar apenas na quinta. Os trabalhadores reivindicam aumento salarial de 40% (e não os 10% acordados entre o sindicato da categoria e as empresas de ônibus), o fim da dupla função e reajuste no valor da cesta básica –de R$ 150 para R$ 400. A convocação é feita por um grupo dissidente, que não se sentiria representado pelo Sintraturb-Rio (Sindicato dos motoristas e cobradores de ônibus do Rio de Janeiro).
A Justiça do Rio de Janeiro concedeu nesta terça-feira (13) liminar que determina a manutenção em serviço de pelo menos 70% do efetivo total de motoristas e cobradores de ônibus do Rio de Janeiro durante a paralisação da categoria. A Prefeitura do Rio desenvolveu um plano de contingência para minimizar os impactos da greve, reforçando metrô, trens e barcas.
Fonte: UOL

