A saída de Fernandinho do Atlético-MG ocorreu de forma bastante misteriosa. Pouco tempo depois de se manifestar favoravelmente em relação à permanência na Cidade do Galo, o atacante teve o contrato suspenso pela diretoria por se recusar a entrar em campo diante do Criciúma, pela sétima rodada do Brasileirão, fato que o impediria de defender outro clube da elite do país.
O atacante, que pertence ao Al-Jazira, dos Emirados Árabes Unidos, tinha vínculo com o clube até 15 de junho. Em dificuldades financeiras, o Atlético sequer cogitou adquirir os seus direitos econômicos, fixados em € 3,5 milhões (cerca de 11 milhões).
O Galo tentou prorrogar o empréstimo do jogador. No entanto, como o compromisso com os árabes se encerra em julho de 2015, a possibilidade foi descartada pela agremiação do Oriente Médio e pelo staff do atleta, que queria garantias de permanência no Brasil por mais de uma temporada.
Além da maneira que procurou viabilizar a contratação, o Alvinegro enfrentou outro empecilho. Existe uma dívida com Fernandinho e o Al-Jazira referente à negociação realizada em agosto do ano passado. O diretor de futebol Eduardo Maluf evita comentar o caso e nega que existam pendências com qualquer profissional, além dos direitos de imagem.
Os direitos de imagem dos jogadores do Atlético deveriam ser pagos em 20 de maio, conforme estipulado nos contratos assinados pela cúpula alvinegra. Portanto, há atraso de oito dias e o clube busca uma maneira de findá-lo.
Após a saída de Fernandinho da Cidade do Galo, o representante Hugo Garcia foi procurado por Flamengo e Internacional. O destino do atacante, entretanto, ainda não foi definido e deve ser conhecido somente após a Copa do Mundo.
Fonte: Lancenet

