Artilheiro da Copa, quatro gols em três jogos, duas vezes o melhor em campo e um dos jogadores que mais chamaram a atenção no torneio até o momento. Nos 249 minutos em que esteve em campo na primeira fase, Neymar deixou claro que não está sentindo o peso de comandar a Seleção em sua primeira Copa do Mundo. Nada parece ser capaz de parar o camisa 10 do Brasil. Nem mesmo as duras faltas e os safanões que o craque, muitas vezes caçado pelos adversários, recebe.
Em três partidas, Neymar sofreu nove faltas na Copa do Mundo. Algumas delas, desleais. Contra a Croácia, por exemplo, Corluka levantou o brasileiro e foi punido com amarelo. Na partida seguinte, em Fortaleza, Vázquez entrou forte no atacante com menos de um minuto de jogo. O árbitro Jonas Eriksson apenas advertiu o mexicano verbalmente, mas teve de puni-lo na etapa final após nova falta em Neymar. Na segunda-feira, vitória sobre Camarões, Nyom empurrou o camisa 10, que caiu perto dos fotógrafos no Mané Garrincha.
Vida de craque nem sempre é fácil. De empurrões a safanões, Neymar vai sobrevivendo e encantando na Copa do Mundo. Com tantas faltas duras, no entanto, o risco de uma lesão é real. Esse talvez seja o maior temor dos brasileiros, que enxergam cada vez mais a Seleção dependente de seu maior ídolo. Para que nada de ruim aconteça, Neymar levanta as mãos para o céu e crê na proteção divina para que tenha condições físicas de guiar o Brasil ao hexa.
– Tenho um anjo da guarda, que é Deus. Ao fim de cada partida, agradeço a ele por sair ileso – disse Neymar.
O vasto repertório de dribles aliado à ousadia faz de Neymar um jogador visado. Na Copa das Confederações, por exemplo, ele foi o jogador que mais sofreu faltas na competição: 35 em cinco jogos. Uma impressionante média de sete faltas sofridas por partida. E o brasileiro não é “caçado” somente quando veste a camisa da Seleção. Em sua temporada de estreia na Europa, ele foi o jogador que mais sofreu faltas no Barcelona. Foram 79 no Campeonato Espanhol e 30 na Liga dos Campeões.
Com tantas “botinadas”, Neymar não conta apenas com a ajuda divina para se manter ileso. Em recente entrevista ao GloboEsporte.com, ele revelou conselhos de seu pai, que tem uma explicação curiosa e metafórica para ilustrar os saltos que Neymar executa quando é golpeado pelos adversários: a curiosa “Teoria do Graveto”, que explica que um graveto fraquinho, parado, é sempre destruído, mas quando voa evita que se quebre. Acusado muitas vezes pelos adversários de se jogar, o camisa 10 do Brasil alega que salta, na verdade, para preservar sua integridade física.
Com ou sem pancadas pela frente, Neymar e seus companheiros de Seleção voltam a campo no próximo sábado, contra o Chile, em Belo Horizonte, pelas oitavas de final.
Fonte: GE

