Quando esteve em Suzano para visitar o projeto Vôlei Para Brilhar, Dante, que tem 33 anos, confessou que quase não percebeu o tempo passar. A rotina de jogos, treinos e viagens fez o tempo correr muito de pressa e passear pela cidade fez o ponteiro relembrar histórias de quando tinha 20 anos.
– A idade chega para todo mundo (risos). É impressionante como o tempo passa rápido. Como o tempo acelera. Para você ter uma ideia, eu fui para Suzano e passei em frente do prédio que morei em 2000. Quando olhei, eu pensei: nossa, o que é isso? Parece que foi ontem que eu coloquei meu carro na garagem após o treino. Mas isso é o que nos faz crescer – afirmou Dante, que jogou por Suzano na temporada 2000/2001.
Seguindo a sessão nostalgia, Dante lamenta o fim da equipe suzanense. Para ele, o Suzano para o vôlei foi tão importante quanto os grandes times para o futebol.
– Cara, o Suzano para o vôlei era como se fosse o Corinthians ou o Flamengo para o futebol. Quem é referência no futebol hoje? Economicamente, quem dita o mercado? Eles têm as maiores torcidas. Então, isso foi o que o vôlei perdeu.
Dante esteve na cidade por uma temporada. Ao sair do Suzano o atleta foi para a Europa. Ao chegar no Modena, na Itália, ele foi recebido de maneira diferente por ter atuado no time do Alto Tietê.
– Suzano era referência mundialmente no vôlei. Você ia jogar lá fora e eles te perguntavam qual foi seu último time. Eles te respeitavam quando era o Suzano. É difícil falar, mas aquele time sempre foi referência. Suzano que ditava as regras econômicas do mercado. Temos que tentar resgatar o vôlei lá.
Apesar de torcer pelo renascimento da equipe suzanense, Dante vai defender nesta temporada o time de Taubaté. Acompanhado de Sidão, Lorena, Felipe, Rapha, Maurício e Lipe, o ponteiro acredita que o time pode se tornar o novo Suzano.
– Não tenho dúvida que se o projeto de Taubaté der certo, vamos nos tornar o que o Suzano foi.
Fonte: GE

