Penúltimo colocado no Campeonato Brasileiro, o Flamengo deu férias aos jogadores e marcou a reapresentação para 16 de junho. A atitude gerou críticas da torcida e até de dirigentes em meio ao clima desconfortável pelo momento delicado na temporada. Apesar disso, o departamento de futebol tratou a polêmica com naturalidade e fez questão de orientar o elenco para evitar conhecidos problemas.
Em época de recesso tornou-se natural atletas esquecerem os cuidados com a alimentação e voltarem acima do peso aos treinamentos. Como o time precisa de recuperação emergencial na tabela da competição nacional, os jogadores foram orientados a seguir o máximo que possível o cardápio individual idealizado pela nutrição do clube.
Outro pedido da diretoria diz respeito ao uso das redes sociais. Os atletas costumam utilizar principalmente Twitter e Instagram para compartilhar fotos de viagens nas férias. Porém, como a fase é delicada, foi sugerido cuidado aos jogadores nas postagens. André Santos e Elano viraram alvos da torcida e costumam sofrer ofensas a cada publicação na Internet, algo que o Rubro-negro deseja evitar.
As iniciativas têm como objetivo diminuir a insatisfação dos torcedores por conta das férias aos jogadores do Flamengo. O recesso foi acordado ainda durante o trabalho de Jayme de Almeida e Paulo Pelaipe. Por sua vez, Ney Franco e Felipe Ximenes decidiram não promover alteração e dar um voto de confiança ao grupo.
“O atleta vive em um trinômio: treina, descansa e se alimenta. A folga durante a Copa do Mundo já estava definida. Dar folga ao elenco não é prêmio. É um direito. O calendário do futebol brasileiro é um dos mais complicados do mundo. São muitas viagens e a parada de 15 dias pode fazer bem ao grupo”, afirmou Ximenes durante a sua apresentação.
Mas o inconformismo de torcida e dirigentes se manifesta diariamente apesar das inúmeras recomendações de cautela aos jogadores. Em entrevista recente à Rádio Brasil, o vice-presidente Walter D’Agostino não escondeu a revolta.
“Não sei se era hora para dar um soco na mesa e manifestar que não teria férias para ninguém. Mas não se dá ao funcionário algo que não pode tirar. Depois que você dá o benefício não pode voltar atrás. Não tinha era que ter dado férias no início”, encerrou.
Fonte: UOL

