Os torcedores de Coreia do Sul e Bélgica se esforçaram, mas o público do jogo na Arena Corinthians foi o menor registrado nos quatro jogos até o momento em São Paulo. Pouco mais de 61 mil pessoas acompanharam a vitória belga, por 1 a 0, pela rodada final da primeira fase. O número foi o menor registrado até o momento na capital paulista em quatro jogos na Copa do Mundo. Antes, mais baixo tinha sido o da abertura entre Brasil e Croácia, quando 62 mil fãs estiveram no local. Ainda foram mais duas partidas em solo paulistano: Inglaterra x Uruguai, que teve 62,5mil, e Holanda e Chile, com 63 mil.
Horas antes dos portões serem abertos, era possível perceber que o confronto não era tão atrativo assim, mesmo com o site oficial da Fifa apontando que todos os ingressos tinham sido vendidos. O número inferior, porém, não impediu que uma bela festa antes e depois do jogo. Com a vaga já conquistada mesmo antes da rodada final, os belgas chegaram animados, aos poucos, e passaram a tomar conta das entradas. No final, com o placar favorável, comemoraram o fato de serem a quarta seleção a confirmar os 100% de aproveitamento na primeira fase, junto com Holanda, Colômbia e Argentina.
Rivais dos belgas, os coreanos chegaram mais animados, fazendo festa, mesmo sabendo que a queda estava bem perto. Isso porque precisavam vencer e torcer para que a Rússia batesse a Argélia. Ainda, tinham que tirar o saldo de gol desfavorável. Mesmo com chances remotas de classificação, os fãs da Coreia do Sul deram um show do lado de fora da Arena Corinthians e tentaram ganhar a torcida do Brasil que estava ali para acompanhar mais um jogo da Copa, mas não conseguiram. Muito disso por conta da falta de pontaria em campo, o que desanimou os brasileiros.
Em questão de barulho a goleada foi coreana. Com instrumentos musicais típicos do país oriental, os torcedores da Coreia do Sul encataram a multidão antes do jogo. Com gritos, danças e muito bom humor, conseguiram chamar a atenção de quem se preparava para entrar e acompanhar o último jogo do Grupo H. Os belgas, por sua vez, apostaram no vermelho, amarelo e preto, cores que representam o país. Alguns estavam vestidos com trajes de galã, sempre na mesma coloração para não perder a identidade. A cabeleira de Fellaini, um dos principais atletas da seleção, aparecia em forma de peruca, como acessório obrigatório na fantasia.
Independente de não terem sucesso na missão de conquistar os torcedores de São Paulo, os coreanos deram uma prova de amor à seleção de seu país antes, durante e depois do apito final. Os torcedores cantaram para os jogadores de maneira emocionante e eles retribuíram indo até a arquibancada em que estava a maior parte dos fãs para agradecerem ao apoio durante a despedida do Mundial. A festa ficou por conta dos belgas, que agora terão pela frente o confronto diante dos Estados Unidos pela classificação às quarta de final da Copa.
Os corintianos, donos do estádio, até tentaram puxar o coro para marcar território e mostrar quem manda na Arena que está cedida para a Fifa, organizadora da Copa. Com cantos já conhecidos em dias de jogos, porém, não tiveram o sucesso esperado e foram abafados pelas vaias de torcedores rivais, que queriam acompanhar uma partida de Mundial ao invés de dar um ar de competição nacional, sem responder às provocações.
Os fãs de futebol estarão de volta à Arena Corinthians na próxima terça-feira, às 13h (de Brasília), quando acontece o confronto entre Argentina e Suíça, pelas oitavas de final. Os argentinos foram os melhores da Chave F, com nove pontos, enquanto os europeus terminaram com a segunda melhor campanha do Grupo E, com seis pontos, atrás somente a França. Quem vencer garante vaga nas quartas de final e enfrenta o classificado de Bélgica e Estados Unidos, que jogam no mesmo dia, às 17h, na Arena Fonte Nova, em Salvador.
Fonte: GE

