A partida entre Honduras e Suíça, nesta quarta-feira, marcou a despedida da Arena Amazônia da Copa do Mundo. E como tudo que é bom dura pouco, a torcida aproveitou os últimos momentos do Mundial em Manaus para fazer a festa nas arquibancadas. No final, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, apareceu no telão e foi vaiado.
Antes, durante a partida, o clima foi de festa. Caracterizados, os torcedores chegaram até mesmo a esquecer o duelo em campo e se concentraram na festa nas arquibancadas, com “olas” e gritos de guerra, e esqueceram de certa forma que o duelo valia uma vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo.
Os suíços, alguns pontos vermelhos espalhados no estádio, até tentaram fazer a parte deles, mas poucos conseguiram envolver a torcida. As exceções ocorreram, é claro, nos três gols da vitória da equipe europeia, todos marcados por Shaqiri, e nas investidas de Honduras, principalmente no segundo tempo.
A explicação para este comportamento diferente dos demais jogos está no prazer em assistir um jogo de Copa do Mundo. Mesmo sendo a menos badalada, a partida recebeu o maior público do estádio, 40.322 pessoas, e superou Inglaterra x Itália, Croácia x Camarões e Estados Unidos x Portugal.
Um dos torcedores que foi à Arena Amazônia para festejar foi o húngaro Lorand Jerlenyi, que mora há 20 anos no Brasil e pintou o rosto com as bandeiras de Suíça e Honduras, além de usar a camisa do Brasil.
– Sou da Hungria e vim assistir este jogo aqui em Manaus. Estou torcendo para a Suíça, mas espero que Honduras faça pelo menos um gol, para que eles saiam felizes. Por isso que fiz essa homenagem aos dois times – explicou.
Outros não se dividiram na torcida. Foi o caso do mexicano Francisco Aguirre, natural da cidade de Monterrey. Ele e mais os amigos, que já estão à espera do jogo da seleção de seu país, nas oitavas de final, preferiam torcer por Honduras.
– Temos que ter mais países da América na próxima fase. Como o nosso México já está classificado, viemos dar apoio aos nossos irmãos de Honduras – afirmou.
“Olas” e gritos de guerra
Logo no início da partida, os torcedores ensaiaram gritos de Honduras, mas com o passar da partida desistiram, pois a equipe da América Central foi pressionada e logo levou o gol. Com isso, os torcedores passaram a apoiar a Suíça e, depois, na maior parte do tempo fizeram “olas” e gritos de “Sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor”.
Já no segundo tempo, com a seleção de Honduras perdendo por 2 a 0, os torcedores se empolgaram com a equipe, mas depois de algumas chances desperdiçadas, esqueceram a partida e se concentraram na tentativa de mais “olas”. Algumas deram certo, outras não, mas os torcedores continuaram até o fim do jogo, quando transformaram a festa em vaias a Joseph Blatter, presidente da Fifa.
Fonte: GE

