A Arena da Baixada foi motivo de muita dor de cabeça antes do início da Copa do Mundo, com ameaças até de Curitiba ser excluída do Mundial em razão dos atrasos. O estádio ficou pronto e passou pelo seu grande teste na partida entre Irã x Nigéria, nesta segunda-feira. Os pouco mais de 39 mil torcedores tiveram facilidade de entrada e encontraram uma boa estrutura de atendimento e, principalmente, de atenção por parte dos voluntários. Mas também tiveram de conviver com problemas como poeira acumulada e banheiros sem limpeza adequada.
Entre os pontos positivos se destaca a entrada e saída dos torcedores. Duas horas antes do jogo, que começou às 16 horas, quase não existiam filas e somente nos últimos 30 minutos houve concentração nas entradas 1 e 2. O movimento do pessoal que deixou para a última hora foi rapidamente absorvido. Na saída, o deslocamento também foi fácil o estádio ficou praticamente vazio meia hora após o fim da partida.
A poeira da construção nos bancos e nos pisos e a falta de sanduíches em algumas lanchonetes ainda no intervalo foram aspectos negativos. Outra situação, mas esse somente por culpa dos jogadores, foi o baixo nível de futebol, que deixou muita gente sem paciência. O que começou com gritos de apoio e alegria por estar em jogo da Copa do Mundo terminou em uma sonora vaia para Irã 0 x 0 Nigéria. A segurança também acabou falhando e não conseguiu conter um torcedor que invadiu o campo após o fim da partida.
LIMPEZA
A correria para entregar a Arena da Baixada foi tanta que parece que ninguém teve tempo de limpar o estádio. Cadeiras e pisos estavam bastante sujos com muita poeira típica de uma construção ainda em acabamento. Os banheiros também não foram exemplo de limpeza após o intervalo da partida, quando houve a maior concentração de pessoas.
SEGURANÇA
A área de isolamento da Fifa funcionou muito bem, dando tranquilidade para todos os torcedores circularem pelo entorno do estádio antes do jogo. Com muitos policiais, a sensação também era de total segurança e mesmo provocações de atleticanos aos torcedores do Coritiba não passaram de palavras um pouco mal educadas.
VOLUNTÁRIOS
Sempre muito bem educados e prestativos, os voluntários são o ponto alto da simpatia. Não há pergunta que não deixe de ser respondida e, mesmo quando a língua era empecilho entre iranianos, a ajuda vinha através de sinais, sorrisos e bastante paciência. Ouvidos pela reportagem, os voluntários contaram que a maior parte das perguntas eram orientações sobre os portões de entrada.
INTERNET E WI-FI
O Atlético-PR disponibilizou wi-fi para os torcedores que compareceram à Arena da Baixada para o jogo, mas o sistema não funcionou plenamente. Nos horários de pico de utilização – antes do início do jogo e durante o intervalo, quando muita gente aproveitava para tirar e publicar fotos – o wi-fi não aguentou e ficou lento. No entanto, a reportagem conseguiu cadastrar fotos e vídeos em redes sociais durante a partida. Para os jornalistas que estavam na tribuna de imprensa, a internet disponibilizada pela Fifa funcionou bem.
BARES E LANCHONETES
Assim como em outros estádios que receberam jogos da Copa do Mundo, o volume de sanduíches disponíveis não foi o suficiente para atender todos os torcedores. Os cachorros-quentes e hambúrgueres acabaram antes do fim do intervalo e quem não se apressou precisou se contentar com sanduíches frios, pacotes de batata frita e pipoca. As maiores filas foram registradas no intervalo, mas a maior parte das pessoas conseguiu ser atendida antes do início do segundo tempo. Muita gente recorreu aos quiosques de bebidas para evitar os bares.
BANHEIROS
Bem distribuídos por todo o estádio, os banheiros não foram problema para quem precisou. Mesmo no momento do intervalo e com maior concentração de pessoas não se via filas para entrar. No entanto, a limpeza pecou.
ACESSIBILIDADE
Voluntários foram vistos com cadeiras de rodas e veículos motorizados para o transporte de pessoas com algum tipo de deficiência e idosos. Também haviam entradas destinadas a eles. No entanto, alguns problemas ocorreram. O cadeirante Joaquim Pacheco reclamou da dificuldade de chegar à praça Afonso Botelho em razão da rampa. O piso colocado acabou se soltando e dificultou o acesso.
– O estádio ainda não está preparado. As vias de acesso pela praça, que é por onde o guia orienta a entrar, são péssimas, fica quase impossível de andar. Deu para vir, mas precisa melhorar nesse aspecto.
Fonte: GE

