Mais do que uma simples folga para os jogadores, a pausa para a Copa do Mundo vem sendo encarada pelos clubes cariocas como uma chance de tentar refazer o planejamento para a temporada ou, ao menos, buscar nomes de peso. É o caso do Flamengo, penúltimo colocado da Série A, que busca reforços para o elenco, e do Vasco, décimo colocado da Série B, que já acertou com Kléber Gladiador e pode anunciar ainda mais contratações. Em 2006, 2010 e 2013 (para a Copa das Confederações), as diretorias se aproveitaram desse recesso, e alguns negócios de sucesso – como repatriar Felipe e Deco, há muito tempo fora do país – foram determinantes para o restante da temporada. Outro, nem tanto, como o caso de Jobson, que fracassou em sua segunda passagem por General Severiano, e Borja e Val Baiano na Gávea.
Vale lembrar que, na Copa de 2002, o Brasileirão ainda não era por pontos corridos e só começou logo depois da conquista do pentacampeonato da Seleção. E as outras competições internacionais não interrompiam as atividades. Confira abaixo algumas lembranças:
Botafogo
Em 2010, o clube recontratou Jobson, vencendo um duelo contra o Flamengo pelo jogador, que estava suspenso por doping. Na época, o fato foi muito celebrado no clube, pois o atacante havia ajudado o Alvinegro a se salvar do rebaixamento no Brasileirão de 2009. O longo contrato, ainda em vigor, se arrasta para o fim, já que o jogador tem sido emprestado. Em 2006, não houve mudanças significativas na equipe que havia sido campeã carioca, e as atividades se dividiram em viagens para Itu e Juiz de Fora. Nas duas últimas paralisações, porém, o clube perdeu jogadores importantes. Em 2013, por exemplo, foram negociados Andrezinho e Fellype Gabriel e, neste ano, Lodeiro foi negociado com o Corinthians. Como a classificação para a Libertadores veio na temporada passada, não custa acredita em voos mais altos com a recuperação demonstrada no fim de maio.
Flamengo
O Rubro-Negro se deu bem na paralisação para a Copa de 2006, quando Ney Franco (atual técnico do time, que havia recém-assumido para sua primeira passagem), promoveu o garoto Renato Augusto para o time titular e montou a equipe que venceu o Vasco na final da Copa do Brasil. Em 2010, porém, as recordações não são boas. O goleiro Bruno já era acusado de assassinato, foi preso posteriormente, e o time perdeu Adriano e Vágner Love, a dupla de ataque. Para o lugar deles, foram contratados jogadores que não fizeram muito sucesso no clube, como o colombiano Borja e Val Baiano.
Fluminense
Em 2010, o Fluminense acertou a contratação de Deco durante a parada para a Copa do Mundo, e o meia foi importante para a conquista do Campeonato Brasileiro daquele ano com gols e assistências decisivas. Os treinos aconteceram parte no Rio de Janeiro, parte em Mangaratiba. Em 2013, porém, a história não se repetiu: o time havia perdido jogadores importantes, como Wellington Nem e Thiago Neves, foi para os Estados Unidos se preparar, e quando voltou, sofreu quatro derrotas seguidas, o que culminou com a demissão do técnico Abel Braga. No fim das contas, o tribunal evitou a queda por causa da escalação irregular do meia Héverton, da Portuguesa, que perdeu seis pontos.
Vasco
Em 2010, a parada para a Copa do Mundo foi muito importante para o Vasco. O clube foi surpreendido com a saída do técnico Celso Roth, que foi para o Internacional, mas trouxe o técnico Paulo César Gusmão e começou a montar ali o embrião do time que venceria a Copa do Brasil no ano seguinte. Também em Mangaratiba, antes do Flu, vieram Zé Roberto, Éder Luís, Fellipe Bastos e Felipe, que se juntaram aos recém-promovidos da base Rômulo e Allanpara tirar o Cruz-Maltino da penútima posição na Série A até então. Em 2013, porém, a parada teve efeito inverso. O time sofria com atrasos de salários e problemas internos que culminaram com a saída do técnico Paulo Autuori. O rebaixamento iminente acabou se confirmando. Já em 2006, o embalo foi prejudicado pela interrupção, e a equipe montada por Renato Gaúcho perdeu a final da Copa do Brasil, para o Flamengo.
Fonte: GE

