A placa em cima da mesa ainda anunciava “Wallim Vasconcellos, vice-presidente de futebol”. Mas, na realidade, não mais. O cargo ficou no passado. Um dia após renunciar à função no clube, Wallim concedeu uma longa entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira, na Gávea. Chegou a se emocionar ao falar sobre a família, admitiu que erros foram cometidos ao longo do ano em meio em que esteve à frente do futebol, mas não escondeu a revolta com a atuação dos jogadores diante do Cruzeiro. E não poupou fortes críticas.
“Ontem fiquei muito revoltado com aquele primeiro tempo que tivemos contra o Cruzeiro. Poucas vezes nos últimos anos vi um time tão sem atitude, tão sem compromisso quanto naquele primeiro tempo. Fiquei triste por um lado porque não tem motivo daquele comportamento observado ontem”, disse Wallim Vasconcellos.
O afastamento, ele garante, será apenas do cargo oficial. Wallim afirmou que permanece ligado ao grupo que atualmente está no poder do Flamengo. A renúncia, segundo ele, estava planejada e seria realizada no fim de 2013. A pedido do presidente, Eduardo Bandeira de Mello, adiou o prazo por duas vezes. Agora, por motivos profissionais, decidiu deixar o cargo oficial no clube.
Em substituição a Wallim, a Gávea se agita com o possível nome. Nos corredores Rodrigo Toestes, atual vice de finanças, Flávio Godinho, ex-vice de relações exteriores, foram comentados. Não há, no entanto, definição. A função vem sendo acumulada pelo presidente Eduardo Bandeira de Mello, atualmente de licença e que retorna às atividades no próximo dia 6.
“Não (tem de ser) necessariamente uma pessoa aqui de dentro. Vai ter de ser uma pessoa que possa se alinhar. Não adianta chegar e dizer que vai contratar o fulano, a não ser que traga alguém para pagar parte dos salários. Não adianta inventar. Se vier vai trazer fulano, beltrano, ciclano. Vamos trazer excelentes jogadores. Flamengo é um lugar que muitos jogadores querem jogar”, garantiu Wallim Vasconcellos.
Fonte: ESPN

