Com a lanterna do Campeonato Brasileiro nas mãos, a diretoria do Flamengo tratou de agir para tentar minimizar os efeitos da crise. Após a derrota para o Atlético-PR (a quinta em dez jogos), o clube apresentou o atacante Eduardo da Silva. Depois de disputar a Copa do Mundo pela Croácia, ele chega com a missão de ajudar a tirar o time do fundo do poço.
– Todos sabem que o Flamengo tem pressão em momentos bons ou ruins. Mas acredito que o Flamengo sairá dessa fase negativa. Cheguei aqui em um momento muito delicado, mas estou aqui para ajudar. Vou dar máximo dentro de campo. O grupo que conheci é excelente e tenho certeza que vai sair dessa situação – disse Eduardo, que ganhou a camisa 23.
Com 31 anos, ele deixou o Brasil cedo e construiu sua carreira na Europa. Seu último clube foi o Shaktar Donetsk, da Ucrânia, onde atuou por quatro temporadas. Na última delas (2013/2014), atuou em 23 partidas e marcou nove gols.
Pela seleção da Croácia, foi menos participativo: jogou apenas uma partida do Mundial, na qual passou em branco. Nas Eliminatórias, atuou em sete jogos e marcou duas vezes. Mas, no Flamengo, terá que dar conta da expectativa da torcida, que espera dele um papel mais decisivo. A julgar pelo nervosismo durante sua entrevista coletiva, a ficha já caiu para ele.
– Não posso me considerar um jogador que resolve, porque numa equipe não joga apenas um jogador, joga um grupo, os reservas e titulares. A união é muito importante, e um depende do outro para ter resultado. Num clube como o Flamengo, com pressão, qualquer jogador pode decidir a partida.
O contrato de Eduardo vai até dezembro de 2015. Ele chega em um setor que já conta com Alecsandro, Hernane e Paulinho. Sua estreia ainda não tem data para acontecer. A última partida disputada foi em 23 de junho, na Copa do Mundo. Desde então, as únicas atividades foram peladas e corridas na praia.
Mas a maior preocupação de Eduardo não é dentro de campo. Para ele, a maior dificuldade que deve encontrar em seu início no Flamengo é a adaptação ao clima do país, que varia do frio para o calor dependendo da cidade em que se joga. Nada que não valha a pena para realizar o sonho da mãe, Joelma, a maior incentivadora de sua ida para o clube da Gávea.
– Minha mãe é um grande motivo para eu estar aqui vestindo essa camisa. É a motivação para a continuidade da minha carreira. E esse é o melhor presente que posso dar para ela: realizar um sonho que é dela e meu também.
Fonte: Extra Globo

