Os 117 jornalistas estrangeiros ouvidos por uma pesquisa do UOL Esporte avaliaram os 12 estádios brasileiros construídos para abrigar os jogos da Copa do Mundo. As perguntas que foram feitas a eles foi: “Quais são os pontos negativos de cada estádio em que você foi?” e “Quais são os pontos positivos de cada estádio em que você foi?”
Estrangeiros apontam acertos e erros nas Arenas da Copa.
As respostas espontâneas dos consultados mostraram que, no geral, as arenas têm personalidade, bela arquitetura, são confortáveis, organizadas, com bons centros de imprensa e boa visão do gramado.
No entanto, os estrangeiros mostraram que ainda há muito o que fazer. Apontaram problemas como: acessos ruins, problemas sérios de logística para a imprensa trabalhar – citando grandes distâncias entre os centros de mídia e o gramado -, falta de sinalização, pouca opção de comida e muito caras, poucos elevadores em funcionamento e entorno da arena mal cuidado e considerado perigoso. Veja como os entrevistados avaliaram cada uma das arenas:
Mineirão (Belo Horizonte)
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A beleza da construção, a organização, boa estrutura para a mídia trabalhar, bons acessos ao estádio e boa visão do gramado foram as características positivas do estádio de Belo Horizonte.
No entanto, os jornalistas avaliaram que há problema de sinalização dentro do estádio, que a internet local ficou muito instável nos dias de jogo, que os voluntários do Mineirão estavam mal treinados e que o bloqueio em torno da arena foi feito muito longe para a imprensa, obrigando os profissionais a andarem muito carregando seus equipamentos.
Mané Garrincha – Brasília
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Em Brasília, a arquitetura, a acústica e o tamanho do estádio Mané Garrincha impressionaram os jornalistas estrangeiros. Eles avaliaram que o estádio tem padrão internacional e “não deve nada a ninguém”, além de terem citado a boa visão do gramado.
Apesar disso, os profissionais avaliaram que a obra do estádio não está pronta e por isso eles acreditam que o Mané “tem potencial” para ser a melhor arena da Copa. Citaram também problemas de estrutura para a imprensa, com a sala de mídia denominada “muito ruim”. Além disso, os acessos ao estádio são “ruins”, pois ele fica “longe de tudo”, segundo os entrevistados.
Arena Pantanal (Cuiabá)
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O estádio de Cuiabá foi elogiado pelos inquiridos pelas “cores fantásticas”, por sua iluminação, bons acessos e pela proximidade da tribuna de imprensa ao gramado, o que possibilitou aos profissionais uma boa visão do jogo.
Nem por isso a vida dos jornalistas parece ter sido fácil na Arena Pantanal. Todos reclamaram muito principalmente da estrutura montada para a mídia. Instalações deficitárias com acesso ruim à zona de entrevistas, centro de imprensa muito longe da tribuna e até a falta de café para os jornalistas foram motivos de3 reclamação. Além disso, houve reclamação sobre os acessos ao estádio e o seu entorno com, segundo eles, “ruas perigosas”.
Arena da Baixada (Curitiba)
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O estádio de Curitiba quase ficou de fora da Copa do Mundo porque estava com as obras muito atrasadas. E os jornalistas estrangeiros perceberam. Apesar disso, consideraram o estádio confortável, com o centro de mídia bem estruturado, com internet eficiente, boa visão do gramado pela torcida e voluntários bem treinados.
Como problemas, os entrevistados citaram a falta de acabamento da estrutura, o gramado ruim, a distância muito grande da sala da imprensa e os acessos ruins ao estádio.
Castelão (Fortaleza)
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Os jornalistas que estiveram na Arena Castelão, em Fortaleza, consideraram o estádio arejado, bem iluminado, organizado, limpo, com boa visão do gramado, bons centro de mídia e bons acessos.
Mais uma vez a principal reclamação foi a distância entre a sala de imprensa e o campo, além disso, citaram que o ar condicionado esteve muito frio, que a comida para a mídia era ruim, os banheiros muito longe da sala de imprensa e também a visão de que é um estádio inacabado.
Arena Amazônia (Manaus)
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Boa estrutura, confortável, voluntários bem treinados, boa sinalização e bons acessos. Assim os estrangeiros consultados pelo UOL avaliaram o estádio de Manaus. Além disso, os jornalistas consideram muito bom o posicionamento da torcida e as instalações para a imprensa.
Como pontos negativos da arena, gramado ruim, a distância da sala de imprensa do gramado, calor, comida ruim e poucos elevadores em funcionamento, o que concluíram que era porque o estádio estava inacabado. O entorno mal cuidado da Arena também foi citado como problema.
Arena das Dunas (Natal)
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A arena de Natal foi a única que recebeu elogios pela proximidade da sala de imprensa da tribuna. A limpeza e bons acessos também foram citados.
Em contrapartida, os jornalistas não aprovaram o projeto do estádio e citaram que jornalistas “ficaram no sol e na chuva” por causa da fata de cobertura. Disseram ainda que houve desorganização e que o entorno do estádio está inacabado, com as ruas sem pavimentação.
Beira-Rio (Porto Alegre)
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Na capital rio-grandense os voluntários que trabalharam na arena estavam bem treinados e dispostos a ajudar, de acordo com os jornalistas consultados pelo UOL. Eles avaliaram também que o estádio é bonito, bem estruturado, confortável e com boa visão do gramado para a imprensa.
Reclamaram, porém, da obra inacabada, dos elevadores que não funcionaram, da comida ruim e da má condição do gramado também.
Arena Pernambuco (Recife)
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Apesar de considerado pelos entrevistados “um estádio nos padrões europeus”, a Arena Pernambuco também teve muita reclamação. Foi até classificado como bonito, confortável e limpo.
Mas os jornalistas estrangeiros reclamaram da localização da arena (muito longe do centro), de falhas na rede elétrica, comida muito cara e também visão ruim para a imprensa trabalhar, avaliaram que a posição da imprensa era muito alta e era difícil realizar as transmissões.
Maracanã (Rio de Janeiro)
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O Maracanã se confirmou nesta Copa como um estádio místico e a maioria dos jornalistas consultados pelo UOL elogiou a arena por ser um “lindo cenário esportivo”, “histórico” e “emocionante”. Além disso, elogiaram a visão do gramado, as instalações da imprensa e os bons acessos.
Como problema, os profissionais apontaram principalmente a falta de segurança sentida após a invasão de torcedores chilenos. Também reclamaram da sinalização, da comida ruim e cara e de voluntário desinformados.
Fonte Nova (Salvador)
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A boa localização da Fonte Nova foi elogiada na pesquisa. Além disso, a conexão de internet, a beleza, as boas e confortáveis instalações e os voluntários bem treinados também foram citados.
A principal reclamação, no entanto, foi a localização da sala de imprensa (8 andares sem elevador), e citaram ainda os acessos difíceis, a comida ruim, o controle falho dos ingressos, a sinalização mal feita e o entorno da arena mal cuidado.
Arena Corinthians (São Paulo)
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O palco da abertura da Copa do Mundo do Brasil foi elogiado pela imprensa estrangeira principalmente pelos acessos ao local por trem ou metrô. A arquitetura “simples e limpa”, boa organização e sinalização, condição do gramado e comodidade também foram citados.
No entanto, ficou evidente que o Itaquerão precisava de mais tempo para ficar pronto. E os jornalistas notaram e apontaram a falta de elevadores em funcionamento, internet oscilante, comida cara e ruim e voluntários mal informados. Além disso, o posicionamento da sala de imprensa foi considerado “desastroso” com distâncias enormes a serem percorridas pelos profissionais, que reclamaram também da acústica do local.
Fonte: UOL
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